Cerca de 550 pessoas com idade entre 15 e 29 anos acompanharam, ontem (04/08), o “Cine da Gente” no bairro Mauazinho, na Zona Leste de Manaus, na quadra da Escola Municipal Nova Vida. Promovido pela Prefeitura de Manaus, através da Secretaria Municipal da Juventude (Semje), o evento utiliza a exibição de filmes como meio de estimular a reflexão e promover o entretenimento de jovens nas comunidades da cidade.
As apresentações começaram a partir das 18h com o filme “Megamente” e a segunda exibição iniciou às 20h com o documentário “Ayrton Sena: o Filme”. O primeiro filme trouxe a reflexão sobre preconceitos sociais atuais enfrentados entre pessoas que foram criadas em classes diferentes. Na segunda apresentação sobre o ídolo da Fórmula 1, foram destacadas suas realizações físicas e espirituais nas pistas e fora delas, sua busca por perfeição e o status de mito automobilismo como piloto de Fórmula 1, desde sua temporada de estreia em 1984 a sua morte precoce uma década depois.
Os dois filmes foram elogiados pelo público presente que pediu o retorno do projeto. Como a vendedora Cláudia Silva, 19 anos. “O filme Megamente me fez entender algumas questões sobre as dificuldades de se viver em sociedade principalmente com pessoas de classes diferentes. Já o documentário no Sena, me emocionei bastante. Espero que o projeto venha outras vezes ao Mauazinho”, contou Cláudia, que também levou primos e irmãos para acompanhar os filmes. “Como eles são adolescentes entre 15 e 17 anos, achei que iam gostar dos filmes e de fato eles aprovaram”, disse.
Durante a apresentação do Megamente e do filme sobre Ayrton Sena, a Semje distribuiu pipoca e refrigerante aos participantes para tornar o projeto mais perto possível da realidade dos cinemas convencionais. O secretário da pasta, André Souza, disse que o projeto tem alcançado suas metas e a intenção é contemplar toda a cidade.
“Estamos trabalhando para que até o final deste ano, dezenas de comunidades sejam contempladas com o Cine da Gente. Ganha a cidade e os jovens, porque o projeto também é uma forma de distanciá-los da criminalidade e aproximá-los da arte e da educação”, observou André Souza.
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