
A hora de Festival, um dos momentos mais intensos do Amazonas, é o tema de Caio André (foto)
*Caio André
Manaus, Parintins e o Amazonas inteiro vivem um momento muito especial do calendário anual. É hora de Festival Folclórico.
É momento de descontração, relaxamento de tensões, com muita comida típica, danças e brincadeiras. Por trás disso tudo, mais ainda, há toda uma tradição, fundamentada na história ancestral do povo amazonense.
Manaus, como Parintins, tem os seus grupos folclóricos. Na imensidão da capital, na calada dos bairros, grupos de jovens e adultos se reúnem, noites a fio, ensaiando as danças que se apresentam no Festival Folclórico do Amazonas.
A história do evento folclórico na capital começa até antes da explosão do Festival de Parintins. Tanto que um dos episódios históricos dos bumbás da Ilha Tupinambarana é quando se apresentaram no ginásio General Osório, do Colégio Militar de Manaus, onde se realizava o Festival Folclórico do Amazonas.
Chegamos à 65ª edição. É muita festa. Tradição enraizada no coração de nosso povo.
Parintins, por outro lado, resgata a ancestralidade indígena. O Festival Folclórico de Parintins, com a espetaculosidade das grandes alegorias e dos itens que encantam, nos remete à história e enche de orgulho o Amazonas. Basta dizer que a toada, a música de Caprichoso e Garantido, ganhou o mundo, com o Grupo Carrapicho, no grandioso sucesso de “Tic-Tic-Tac”, traduzida para dezenas de idiomas.
O mundo dos festivais folclóricos é intenso, tradicional, alegre, jovial, festivo. É o universo que combate a ociosidade e entrega engajamento, construindo elos sociais que se mantêm pela vida inteira.
Viva o Estado do folclore. Viva o povo amazonense.
* Caio André é vereador e presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM).