04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Loja do Centro é multada por obstrução de calçada recém-desocupada por ambulantes

Publicado em 24 de fevereiro, 2014

Uma filial da loja de departamentos City Lar, instalada na avenida Eduardo Ribeiro, foi multada por fiscais do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), nesta segunda-feira (24/02), por obstrução de passeio público com risco aos pedestres pela exposição de camas do tipo boxe e sofás. O auto de infração foi aplicado um dia após a Prefeitura de Manaus ter realizado uma mega operação para realocação de ambulantes que ocupavam a via, resultado de meses de trabalho entre várias secretárias e órgãos.

A multa teve como base o Plano Diretor, o Código de Postura (005/14), art. 10, parágrafo primeiro, inciso I; e art. 38, parágrafo quinto, que proíbe “a utilização do passeio público para operação de carga e descarga, como também para a exposição de qualquer tipo de produtos”.

A fiscalização para combater a obstrução de passeio público, em razão da colocação de expositores de mercadorias, manequins e produtos em geral, é uma rotina do Implurb, mas será intensificada para fortalecer a calçada limpa, livre de obstáculos e desocupadas para trânsito de pedestres.

Com as calçadas liberadas, também terá reforço o trabalho realizado pela Gerência de Patrimônio Histórico Edificado (GPH), do Implurb, que desenvolve ações para valorizar, preservar e resguardar bens de valor arquitetônico, paisagístico, artístico ou afetivo-cultural, que incluem desde a fiscalização de obras, análise de publicidade até vistorias de marquises, fachadas e outros engenhos em prédios comerciais do Centro Histórico. No ano passado, a GPH realizou 1.114 notificações quanto à fiscalização de publicidade para adequação ao “Manual de Placas” criado por lei pela Prefeitura de Manaus, que visa coibir a poluição visual e a interferência nas fachadas dos prédios históricos, apresentando orientações técnicas e regularização, assim como prazos e sanções.

Segundo a arquiteta e urbanista da gerência, Luíza Lacerda Filgueira, agora começa outra etapa do trabalho, que já fez uma rodada inicial de orientação e notificação aos lojistas, dando prazos para os ajustes. “Agora vamos voltar, tendo as calçadas livres, para verificar junto às lojas as propagandas excessivas, ar condicionados em cima de fachadas e os projetos de recuperação urbana e para descortinar os prédios, deixando a arquitetura visível”, explica a arquiteta.

Equipes do Departamento de Planejamento Urbano (DPLA) do instituto, entre arquitetos, paisagistas, engenheiros e designs, fizeram estudos preliminares para verificar as necessidades emergenciais para requalificação e revitalização das calçadas desocupadas, assim como acessibilidade (rampas), correções nos passeios, instalação de lixeiras, plantio de árvores, iluminação e limpeza geral de postes e poluição visual.

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