Alunos finalistas dos cursos de Pedagogia, Serviço Social e Administração da Faculdade Táhirih denunciam que a instituição de Ensino Superior está falida e temem perder todo o investimento realizado na sua formação até agora com o fechamento abrupto dos cursos. Aproximadamente 300 alunos da faculdade, que fica no bairro São José IV, na Zona Leste de Manaus, denunciaram o caso para a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e solicitaram a intermediação da mesma para que possam concluir os cursos em outras instituições de Ensino.
A proposta de fazer a transferência já foi levada à direção da Táhirih, mas os universitários denunciam que a contraproposta da entidade foi de cobrar R$ 380 de cada aluno para a liberação das Ementas (o Programa Político Pedagógico) das disciplinas para que as outras instituições aceitem os alunos. “Além disso, cada estudante terá que pagar R$ 28 para a liberação do Histórico Escolar”, afirma a representante da Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (Enesso), entidade que está orientando os universitários, Gheysa Moura.
O deputado estadual Sidney Leite (PROS), presidente da Comissão de Educação da Assembleia, já determinou a convocação da Faculdade Martha Falcão e Faculdade Metropolitana (Fametro) para que enviem representantes de forma a intermediar a transferência dos estudantes. A Comissão também está reivindicando da Táhirih que providencie a transferência sem ônus para os alunos. “Também estamos questionando qual a real situação da universidade, porque os estudantes são categóricos em afirmar que ela está falida”, afirma Sidney Leite. Ele diz também que a Comissão pede esclarecimentos sobre o que a Táhirih tem a dizer ao Ministério da Educação sobre a baixa nota (dois) que teve no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).