06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Segundo instituições especializadas, vazante no Solimões acontece dentro da normalidade

Publicado em 30 de agosto, 2013

O Governo do Amazonas, através da Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh), junto a instituições federais – Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e Agência Nacional de Águas (ANA) –, divulgou nesta sexta-feira, 30 de agosto, a avaliação sobre o comportamento do rio Solimões neste mês, período inicial da vazante. Segundo as últimas medições, realizadas ao longo desta semana, a descida das águas no Solimões está dentro da normalidade, com volume e velocidade de água marcando em média 113.000m3por segundo.

As medições no Solimões acompanham um Programa Internacional de Medição de Descarga Líquida em Grandes Rios, que, além da função de coletar as informações hidrológicas da região, tem a missão de capacitar profissionais brasileiros e de países vizinhos que atuam nesta área. A equipe de profissionais de países como Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Bolívia e Uruguai está instalada desde o último domingo, dia 22, no município de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), onde foram realizadas todas as medições.

A presença de países vizinhos é considerada importante, segundo o superintendente de Gestão da Rede Hidrometereológica da Agência Nacional de Águas (ANA), Valdemar Guimarães. O especialista destacou que é preciso compartilhar as técnicas de medição aplicadas na região, uma vez que a composição do rio Amazonas vem das nascentes de países como a Bolívia, Peru, Equador, ou seja, dos países andinos. “O Amazonas é a última rota destas águas doces antes de elas irem para o Mar”, pontuou.

O comportamento da subida e descida dos rios conta com algumas técnicas de medição e equipamentos de última geração. A capacitação dos técnicos para administrar essa tecnologia é um dos pontos chave que promoveu o intercâmbio desses profissionais no Amazonas. “É importante que o técnico lá do Equador tenha os mesmos conhecimentos e técnicas do profissional que atua aqui no Amazonas”, frisou Valdemar.

Técnicas – Para chegar à média de 113.000m3 por segundo, os técnicos associam algumas técnicas de medição. Primeiro é definido o local para as medições – um trecho do rio Solimões, a 20 minutos de Manacapuru. Neste local é instalado na água um equipamento de pulsão que mede o fluxo, volume e profundidade. A técnica é repetida com o barco em movimento e parado.

Outro parâmetro menos preciso, porém importante, é realizado diariamente por uma pessoa designada pela CPRM. Todos os dias o responsável faz a medição da subida e descida da água com base numa régua instalada à margem do rio. Todas as informações são incorporadas mensalmente ao banco de dados da Agência Nacional de Águas (ANA).

Compartilhamento de informações em nível estadual – Desde março deste ano as informações captadas e gerenciadas pelos entes federais (CPRM e ANA) também são compartilhadas com a Central de Monitoramento Hidrológico (Cemoham), montada pelo Governo do Estado e gerenciada pela Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh). O Cemoham vai permitir que o Governo do Amazonas tenha acesso, em tempo real, às informações das mais de 300 estações hidrometereológicas espalhadas pelos rios do Amazonas e antecipe as ações preventivas aos eventos críticos que ocorrem no Estado, como por exemplo, a cheia histórica de 2012.

De acordo com o titular da Semgrh, Daniel Nava, a partir da entrada em operação do Cemoham, o Amazonas amplia sua capacidade de previsão, minimizando os impactos junto às populações ribeirinhas atingidas por grandes cheias e vazantes. “Vai nos permitir fazer uso de um planejamento para o enfrentamento desses eventos, como por exemplo, a aquisição de equipamento e bens necessários para atender essas populações”, disse o secretário.

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