12/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

BNDES revela que deve investir R$ 1 bilhão no segmento naval nos proximos três anos

Publicado em 07 de agosto, 2013

 No Encontro da Indústria Naval da Amazônia, realizada no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), na terça-feira (06/08), o gerente do Departamento Transporte e Logística do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Tucci, apresentou as linhas de financiamentos disponíveis para a indústria da construção naval.

A proposta do banco é ofertar créditos aos micro, pequenos e médios empresário, visando incentivar a construção de embarcações, estaleiros e armadores, bem como suas ampliações e modernizações. Para atender este setor, estão envolvidos nesta iniciativa o BNDES, agentes financeiros, Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), governo do Estado e FIEAM.

“Estamos projetando para os proximos três anos realizar o investimento na Região Norte na ordem de R$ 1 bilhão a R$ 1,2 bilhão em estaleiros e embarcações, sendo que boa parte deste valor é concentrado aqui, acredito que cerca de R$ 600 milhões ficará no Amazonas”, disse Tucci.

Ao revelar os investimentos estimados pelo BNDES, Nelson Tucci destacou que neste valor não está incluída a constribuição na implantação do Polo Naval. Nelson alerta quanto ao licenciamento da área estudada do Polo, pois é a partir desta regulamentação que o banco pode projetar o financiamento.

“Podemos apoiar todo o segmento, tanto na instalação das empresas no terreno quanto na infraestrutura do Polo Naval necessária, sabendo que o BNDES tem capacidade de apoiar 80% deste investimento”, informa.

Segundo o gerente do Departamento Transporte e Logística do BNDES, a alta diretoria do banco pretente estar mais presente na Região Norte, com interesse em investir não só em grandes empreendimentos como hidrelétricas e ferrovias, mas também aqueles investimentos que atingem empresários menores.

“Na Região Norte, como um todo, temos investimentos acima de R$ 20 bilhões, como a Usina de Belo Monte, ampliação dos portos do Amazonas, ferrovia Norte-Sul, trechos de rodovias, entre outros, sendo que já investimos nos últimos cinco anos R$ 6 bilhões. Agora o banco percebe que há a necessidade de dar mais apoio e o BNDES será uma frequentadora mais acíduoa nas cidades da região”, revela Tucci.

Para a sócia-proprietária dos Estaleiros Erin e Nortoll e da Metalúrgica Magalhães, Maria de Fátima Magalhães, o conhecimento do Polo Naval pelo BNDES mobilizou seus técnicos a se aproximar e apresentar a disposição em contribuir com esse crescimento do setor naval. Segundo Fátima, outro grande interesse na Região é a crescente demanda logística de se utilizar os rios da Amazônia para o transporte de grãos.

“Observamos que o BNDES está disposto a ajudar a desenvolver as hidrovias da Amazônia, trantando de ser a maior área fluvial do planeta, porém é pouco aproveitada. Todo este apoio aquecerá o segmento que continua em crescimento e com demandas cada vez maiores de construção de embarcações e balsa”, disse Fátima.

Já para o diretor presidente do Estaleiro Eran, Adalberto Azevedo, o resultado deste Encontro da Indústria Naval da Amazônia surgirá após a reavaliação dos técnicos do BNDES quanto a legislação para financiamento ao segmento naval no Estado e na Reião Norte, sabendo que a região possui suas peculiaridades e dificuldades específicas quanto as condições de levantar recursos e de instalação apropriadas ao desenvolvimento das atividades da construção naval.

“O objetivo do BNDES é oferecer crédito aos micro e pequenos empresários, porém a legislação de financiamento como a garantia de bens para concessão de valor é inviável. Sugiro que a própria embarcação a ser construída seja a garantia deste financiamento, pois, se assim não o for, os pequenos empresários continuarão construindo embarcações pelas beiras dos rios, com recursos próprios e sem qualidade”, disse Adalberto Azevedo.

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