04/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Foragido da Justiça, acusado de tentativa de homicídio contra o próprio avô, é preso

Publicado em 24 de julho, 2013

O caseiro André Souza da Silva, 33, foi preso por Policiais Civis do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP) nesta quarta-feira (24)/07 no local de trabalho dele, um clube localizado na Comunidade Santa Cruz, bairro Flores, Zona Centro-Oeste de Manaus. André é acusado na Justiça como autor de tentativa de homicídio contra o avô dele, crime ocorrido em 2002, e estava sendo considerado foragido por não responder às notificações da 2ª Vara do Tribunal do Júri, onde tramitava o processo contra ele.

A prisão de André aconteceu durante as diligências dos Policiais do 12º DIP. Conforme a Delegada Hosana Gomes, Titular do 12º DIP, André respondia pelo crime em liberdade, mas como deixou de comparecer na Justiça, foi expedido o mandado de prisão preventiva em nome dele. “O primeiro mandado de prisão saiu em 2003, foi renovado em 2010 e 2012, e em fevereiro deste ano outro mandado de prisão foi expedido”, explicou Hosana Gomes. O último mandado de prisão foi assinado pelo juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

O patrão de André foi até a delegacia verificar a situação do funcionário e informou que o homem trabalhava como caseiro no clube há três anos. “Ele estava vivendo a vida dele normalmente”, informou a Delegada Hosana. Em depoimento, André disse que após comparecer ao Tribunal do Júri por quatro meses, foi informado que não precisaria voltar ao órgão. “Fiquei preso por 17 dias e depois fui para Autazes [município distante 108 quilômetros em linha reta de Manaus] para ajudar a minha mãe. Aí fiquei sem assinar”, declarou André.

Sobre a tentativa de homicídio contra o avô, Antônio Geir Silva Souza, o caseiro conta que acabou ferindo-o quando tentava defendê-lo em uma briga de bar ocorrida no ano de 2000, no bairro Grande Vitória, Zona Leste da capital. “Meu avô estava tomando umas doses no bar. Eu disse pra ele ir embora pra casa, mas ele não quis. Quando eu estava no meu quarto, a minha avó me chamou dizendo que ele estava brigando com outro homem”, conta.

André afirma que o agressor portava um revólver na cintura no momento da briga e que por isso decidiu defender o parente. “Voltei em casa, peguei um espeto, mas acabei furando meu avô”, relata o caseiro. André, que não soube informar a idade atual do familiar, será encaminhado para a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, onde ficará à disposição da Justiça.

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