A Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), órgão do Governo do Estado do Amazonas, promove nesta terça-feira, 23 de julho, às 9h, uma demonstração de Manejo e Prática do Tambaqui na fase adulta (despesca), no reservatório de Balbina, maior parque aquícola do Brasil, no Porto Turístico de Mirandinha (Presidente Figueiredo).
Trata-se de um projeto piloto para verificar a produtividade e o tamanho dos peixes, que normalmente eram retirados após seis meses como tambaqui curumim. Nesse projeto, os alevinos foram deixados até nove meses para verificar o tamanho e o peso que conseguiram atingir na fase adulta, uma vez que neste período a margem de crescimento começa a diminuir sendo inviável manter as espécies em viveiro já que os custos com ração não compensam a margem de crescimento das espécies.
A expectativa da Sepror, através de Secretaria Executiva de Pesca e Aquicultura (Sepa), é que a produção desse projeto piloto chegue a 1,5 tonelada de tambaqui. Toda a produção já está comercializada com o frigorífico Peixão. A negociação foi feita diretamente pelos produtores que receberam a doação dos alevinos da Sepror e aceitaram fazer parte do teste.
Essa é a primeira experiência com o tambaqui em fase adulta no lago de Balbina e, de acordo com o secretário de produção rural, Eron Bezerra, faz parte da proposta do Amazonas Rural de tornar o Amazonas autossuficiente na produção de alimentos, utilizando o potencial do lago não apenas para a geração de energia.
Parque Aquícola em Balbina – A meta do Governo, através da Sepror, é construir em Balbina um projeto de tanque rede em parceria com o Ministério da Pesca. “Utilizando apenas 1% do potencial do lago em tanque-rede poderemos aumentar a produção de 20 mil para até 100 mil toneladas ao ano”, disse Eron. O projeto do parque aquícola em Balbina está em fase de elaboração no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
A produção anual de tambaqui da piscicultura do lago de Balbina, atualmente é de 20 mil toneladas. Na Vila de Balbina, o Governo do Estado construiu uma estação de alevinagem – o Centro de Tecnologia, Treinamento e Produção em Aquicultura do Amazonas, uma parceria entre a Sepror e a Amazonas Energia, que produz alevinos de matrinxã, tambaqui e pirapitinga. Em 2012 foram produzidos uma média de 20 milhões de pós-larvas dessas espécies.
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