05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Manaus apresenta redução de 46% nos casos de malária

Publicado em 19 de julho, 2013

A Secretaria Municipal de Saúde – Semsa registrou uma redução de 46% nos casos de malária no primeiro semestre de 2013, em comparação com o mesmo período de 2012.

De janeiro a junho deste ano, o Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica – Dveam, da Semsa, registrou 2.532 casos da doença, enquanto neste mesmo período do ano passado o número ficou em 4.649 notificações.

O secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, explica que a redução dos casos é resultado da determinação do prefeito Arthur Neto em eliminar a doença em Manaus, com um trabalho intensivo dos agentes de endemias realizado em campo e das ações de Educação em Saúde que buscam orientar a população.

Manaus tem registrado uma redução dos casos a cada ano. Em 2008, foram registrados 19.728 casos da doença, 16.416 em 2009, 15.666 em 2010, 15.093 em 2011 e um total de 9.695 casos em 2012.

O controle da transmissão, alerta Evandro Melo, é um desafio que deve ser enfrentado de forma contínua e integrada com a população e governos municipal, estadual e federal.

Para isso, são necessárias medidas como obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor – causador da transmissão; obras de aterro; limpeza das margens dos criadouros; modificação do fluxo da água; controle da vegetação aquática; melhoramento da moradia e das condições de trabalho da população.

O Ministério da Saúde também recomenda a adoção de medidas de proteção individual contra picadas de insetos, principalmente nas áreas de risco.

Entre eles o uso de mosquiteiro impregnado com inseticida; o uso de telas nas portas e janelas; o uso de repelente e, ainda, evitar locais de banho em horários de maior atividade do mosquito – manhã e final da tarde.

Para o combate à doença, a Semsa vem intensificando as ações de Educação em Saúde com palestras educativas e distribuição de informativos, além de incremento no trabalho de diagnóstico precoce da doença, e de tratamento adequado e de forma oportuna.

Segundo a gerência da Vigilância Ambiental do Dveam o processo de diagnóstico é feito por meio de Busca Passiva, quando o paciente vai até um estabelecimento de saúde para realizar o exame com microcopista, e de Busca Ativa, aonde o agente de endemias visita os moradores com suspeita da doença e faz a coleta de sangue para encaminhar aos laboratórios.

O resultado do diagnóstico é concluído em uma até uma hora na Busca Passiva e em menos de 12 horas na Busca Ativa.

A Semsa também tem intensificado os trabalhos de controle vetorial para o combate aos mosquitos que transmitem a doença, com a borrifação das áreas consideradas de maior e a termonebulização – fumacê.

Também foram entregues, 2012, 66.817 mosquiteiros impregnados com inseticida para moradores em áreas de risco, e este ano a Semsa mantém o trabalho de monitoramento dos resultados.

Em Manaus, são consideradas de maior risco toda a área rural e periurbana – áreas periféricas como Tarumã e Grande Vitória, com destaque para áreas com balneários e em desmatamento, cujo cuidado deve ser redobrado, como explica Evandro Melo.

A malária apresenta os seguintes sintomas: dores de cabeça e no corpo, fraqueza, febre alta, calafrios, e ainda, dor abdominal. Podem ocorrer, também, dores nas costas, tontura, além de náuseas e vômitos.

Crianças, gestantes e pessoas infectadas pela primeira vez estão sujeitas a uma maior gravidade e, se não forem tratadas de forma correta e rápida, podem até morrer.

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