12/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Projeto proíbe exploração comercial do termo ‘biocosmético amazônico”

Publicado em 15 de julho, 2011

As indústrias que comercializam seus produtos com a indicação do termo “biocosméticos amazônico” serão obrigadas a ter em sua fórmula, no mínimo, 10% das substâncias provenientes da fauna e flora da região ou componente elaborado com essa matéria-prima. É o que estabelece projeto de lei que começou a tramitar nesta semana no Senado.

 A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), autora da proposta, diz que além da indicação geográfica protegida para o biocosmético amazônico, o projeto cria a contribuição de intervenção no domínio econômico incidente sobre a fabricação de biocosmético amazônico (Cide-Biocosméticos) e zera a alíquota de PIS/Confins para quem produzir na região.
O projeto considera biocoméstico amazônico o produto cosmético, de higiene pessoal ou de perfumaria que utilize em sua fórmula matéria-prima da região. “O produto deverá conter rotulagem ou prospecto com informações que indiquem o uso de matéria-prima amazônica ou componente elaborado com essa matéria-prima em sua formulação”, diz o texto do projeto.
Com relação à criação do Cide-Biocosméticos, a base de recolhimento será de 1% sobbre o preço de venda, excluindo desse cálculo os descontos do ICMS, PIS/PAsep e Confins. A contribuição não incidirá sobre a exportação dos produtos para o exterior.

Segundo a proposta, a arrecadação da Cide-Biocosméticos será destinado exclusivamente ao Fundo Amazônia, estabelecido pelo Decreto nº 6.527, de 1º de agosto de 2008.
 “A contribuição vai fortalecer o Fundo Amazônia, regular a extração e utilização de matéria-prima amazônica na elaboração de biocosméticos e estimular o desenvolvimento científico e tecnológico dessa indústria”, argumentou a senadora.
Ex-deputada federal, Vanessa Grazziotin explicou que já havia apresentado projeto na Câmara criando critério para o uso da denominação. “No Senado acrescentamos a criação da Cida-Biocométicos e a alíquota zero de PIS/Confins para quem produzir na região”.

Esse apelo crescente mercadológico, dada a rica biodiversidade da região, representa na opinião da parlamentar importante nicho para o avanço desse segmento. No entanto, ela considera que todo o potencial natural amazônico pode e deve ser utilizado para gerar emprego e renda às populações locais.
 Para isso, a senadora defendeu que as indústrias de higiene pessoal e beleza sejam incentivadas a se instalar na Amazônia e “agregar valor ao produto in loco ou, caso contrário, destinem à região parte dos lucros auferidos pelo uso, em seus produtos, de matéria-prima proveniente da fauna e da flora nativas”.

Segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisas Euromonitor, responsável pelo levantamento anual do consumo de cosméticos no mundo, o Brasil já seria o terceiro maior mercado, ficando atrás somente dos Estados Unidos e do Japão.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmética (ABIHPEC), o faturamento nacional da cadeia produtiva do setor passou de oito bilhões de dólares, em 2001, para cerca de vinte bilhões de dólares em 2007, o que representa um aumento de aproximadamente 150% em seis anos.

Veja mais notícias em Releases

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.