A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS- AM), órgão do Governo do Estado, está atualizando o Plano de Contingências de Vigilância em Saúde para o enfrentamento dos Efeitos dos Desastres decorrentes das Enchentes e Vazantes no Estado do Amazonas. Ao todo, mais de 35 municípios do Interior decretaram situação de emergência devido às enchentes que afetam aproximadamente 27mil famílias segundo os dados da Defesa Civil do Estado. Devido a invasão das águas cada vez mais precoce a FVS-AM está atualizando o plano estadual com recomendações que devem ser seguidas para o atendimento de saúde à população em casos de catástrofes.
As cheias dos rios Amazônicos, comuns nesta época do ano, além de causar prejuízos materiais pode também aumentar as chances de acidentes principalmente com animais peçonhentos explica o Diretor-Presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque. “É comum o aumento dos ataques de cobras e escorpiões que podem ocorrem com as enchentes”, alerta Albuquerque e acrescenta que a instituição já abasteceu todas as unidades de saúde municipal com o soro antiofídico.
O plano foi elaborado por especialistas da FVS-AM e traz informações sobre as situações mais comuns em casos de inundações, bem como orientações sobre como lidar com as situações de risco à saúde humana. De acordo com Albuquerque é neste período que emerge a preocupação sobre o aparecimento de doenças, sobretudo as transmitidas por água, alimentos, vetores, reservatórios e animais peçonhentos.
O diretor da FVS-AM, Bernardino Albuquerque, orienta os moradores de áreas atingidas por chuvas fortes e inundações para que adotem alguns cuidados que podem prevenir problemas de saúde e evitar acidentes. “A principal medida para impedir o contágio das doenças oriundas das enchentes é evitar o contato com água ou lama contaminada, em especial as crianças, pois aproveitam a ocasião para brincar com essas águas”, frisa.
O Plano de Contingência – O plano tem como objetivo geral fortalecer a capacidade de preparação e resposta da Vigilância em Saúde, para reduzir os efeitos dos impactos das enchentes e vazantes sobre a saúde da população do Estado.
Entre os trabalhos realizados estão a emissão de alertas aos municípios no que diz respeito às ações que podem ser desenvolvidas em caráter preventivo para diminuição dos possíveis impactos; o fortalecimentos do Comitê de Vigilância em Saúde Municipais; a promoção e reforço da intersetorialidade do setor com outras instituições; o abastecimento de hipoclorito nas unidades de saúde e o estabelecimento do fluxo de comunicação com a sociedade, com destaque para a educação em saúde que tornou-se um instrumento fundamental para orientar a comunidade.
“A nossa expectativa é que essas ações façam com que o município esteja melhor preparado para prestar assistência integral à saúde da população diante de uma catástrofe. Para isso, estamos realizando a revisão do plano, que inclui, entre diversas outras iniciativas, a capacitação dos profissionais de saúde”, explicou Albuquerque.