05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

À sombra das chuteiras imortais

Publicado em 09 de maio, 2013

Só os que têm coração são eternos.

Pois foi assim a vitória nacionalina:

Com a dimensão da eternidade.

Da superação.

Do amor.

Da multiplicação dos homens.

Durante metade do segundo tempo, jogamos com 10.

Na outra metade, com 9.

Quando com um a menos, fizemos 3 x 1.

E com dois a menos, 4 x 2.

E ainda dizem que no futebol atual não há mais amor à camisa.

Amor, respeito à torcida, entrega e determinação.

Impossível não adjetivar o que fizeram os atletas nacionalinos.

Correram. Marcaram. Defenderam. Emocionaram. Comoveram.

No fim, ainda dominaram completamente o valente adversário.

Testemunhei muitas glórias do Mais Querido.

Vitórias sobre Palmeiras, Internacional, Atlético Mineiro.

Vencemos também Corinthians, Cruzeiro e Flamengo.

Memoráveis Rio x Nais com o Naça campeão.

Entre algumas que tivemos no Pará.

4 x 1, no Clube do Remo em seu estádio.

E depois 1 x 0 no Mangueirão, quando calamos 46 mil vozes.

Assim será a vitória deste primeiro jogo da semifinal.

Pra sempre lembrada.

Só os times com alma são capazes de protagonizar momentos assim.

Quando nos pensavam fracos, nos fizeram fortes.

Não sabemos o que virá pela frente.

Ninguém nunca sabe.

De uma coisa estou certo:

jamais vou me esquecer deste dia.

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Autor
Luis Cláudio Chaves

* Luis Cláudio Chaves é juiz de direito.

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