
EXCLUSIVO Wilson anuncia mudanças e troca os titulares de quatro secretarias, incluindo a PGE. Os anúncios serão feitos em reunião fechada, na sede do governo, daqui a pouco
O governador Wilson Lima está fazendo uma mudança profunda no Governo do Estado. A lista de mudanças pode ser maior que o anunciado. Estão confirmadas as saídas dos secretários de Segurança Pública, Administração e Gestão, Educação e chefe da Procuradoria Geral do Estado (PGE).
Wilson fará uma reunião fechada, às 10h, na sede do Governo, na Avenida Brasil, bairro da Compensa. A cerimônia não foi anunciada fartamente para evitar aglomeração, em face da pandemia. Participarão somente os secretários titulares de cada pasta. A previsão é que, logo depois, o governador anuncie oficialmente, em live no FaceBook, as mudanças no secretariado.
Segurança – sai Louismar Bonates, entra o general de Divisão Carlos Alberto Mansur (notícia dada em primeira mão no portal);
Educação – sai Luís Fabian Barbosa e entra Maria Josepha Chaves, a Kuka Chaves (exclusividade do portal);
Administração e Gestão – sai Inês Carolina Barbosa Ferreira Simonetti Cabral e entra Fabrício Barbosa (nome do novo secretário é exclusividade);
PGE – sai Jorge Pinho e ainda não há o nome substituto (saída é surpresa).
Luís Fabian ocupará a Secretaria de Governo, a ser criada por Projeto de Lei, que deve chegar à Assembleia Legislativa nesta terça (03/08).
Luís Fabian deixa a Seduc “promovido” a coordenador geral do Governo, inclusive responsável pela articulação com a Assembleia Legislativa.
Louismar Bonates pediu para sair, alegando problemas de saúde.
Jorge Pinho está em processo de aposentadoria e vinha articulando a própria sucessão há meses.
Carolina Simonetti é esposa de Beto Simonetti, que está entrando na fase aguda da campanha para conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de muda para Brasília. Ela decidiu acompanhá-lo e vinha pedindo para sair há meses.
Uma fonte palaciana disse que o governador relutou na mexida. Tentou que os secretários ficassem nos cargos para enfrentar com ele a borrasca da eleição que se aproxima. Mas, depois, passou a articular pessoalmente as mudanças e todos os que saem ajudaram.
Jorge Pinho, por exemplo, disse ao portal que “leva enorme estima pessoal pelo governador, que é uma pessoa fácil de lidar e de bom diálogo”. Nos bastidores, fontes palacianas disseram que ele foi fundamental num episódio emblemático para o governo.
Foi quando os enfermeiros, no auge da pandemia, se revoltaram por conta dos salários atrasados. Trabalhando silenciosamente, nos bastidores, Pinho construiu a legislação que permitiu contratá-los, temporariamente, na administração. Retirou, desta forma, o problema dos atrasos salariais, que provocavam manifestações em frente aos hospitais e agora estão esquecidos.
O próprio Pinho não fala sobre isso. “Procurei ajudar e entrar no espírito do governador, que é um conciliador e procura evitar atritos”, disse.