20/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Pré-projeto para adequação de fornos do setor cerâmico é apresentado na Aleam

Publicado em 13 de julho, 2021

O polo cerâmico do Amazonas é composto por mais de 30 indústrias concentradas em Manacapuru e Iranduba. Foto: Divulgação/Arsepam

Representantes da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam) participaram, nesta terça-feira (13/7), de reunião técnica para apresentação do pré-projeto para adequação dos fornos do setor cerâmico com vistas à utilização do gás natural pelas olarias localizadas nos municípios de Manacapuru e Iranduba. A apresentação da iniciativa, para beneficiar o mercado oleiro do estado e o meio ambiente, foi feita pela Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), no miniauditório Beth Azize.

O polo cerâmico do Amazonas é composto por mais de 30 indústrias concentradas em Manacapuru e Iranduba. As olarias utilizam prioritariamente como combustível as queimas de biomassas variadas (pó de serragem, madeira triturada, resíduos de papel, caroço de açaí, entre outros) que exigem uma logística complexa para armazenamento e transporte. Por conta da existência de um city gate (estação de medição e redução de pressão do gás) nas proximidades do polo, o gás natural se tornou uma oportunidade de obter uma energia limpa e de qualidade, sem preços exorbitantes.

“Nós nos colocamos à disposição e buscamos sempre a melhoria, sonhando que o projeto que está se configurando se torne realidade. Somos entusiastas pela mudança da matriz energética que vem para trazer melhorias para todos, tanto econômica, ambiental como de saúde pública, proporcionando melhores condições aos trabalhadores do setor oleiro”, comentou o chefe do Departamento de Recursos Energéticos da Arsepam, José Selvio.

Gás natural

Estudos relacionados à utilização do gás natural no setor cerâmico do Amazonas ainda são inexistentes, por conta do que foi estabelecido que o forno protótipo presente no laboratório do Serviço de Aprendizagem Industrial (Senai) será utilizado para as análises iniciais, utilizando blocos prensados fabricados a partir de amostras de argila obtidas nos pontos pré-determinados, em especial da área de olarias nos quilômetros 40 e 70 da AM-010 e Cacau Pirêra.

Além disso, serão realizadas análises químicas das características da argila local, a identificação da quantidade de biomassa utilizada como combustível para a confecção das peças de cerâmica e qual a equivalência quando comparada ao uso do gás natural como matriz energética.

Análises e testes

A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) também se colocou à disposição para contribuir com a fase de análises e testes. “Nós vamos disponibilizar o que for preciso para o atendimento do GNC (gás natural comprimido) no projeto piloto no forno do Senai. A Cigás tem total interesse em participar do projeto e ser parceira”, completou o representante da companhia, Diego Alves.

“Isso é a realização de um sonho. A mineração é uma alternativa de crescimento econômico sustentável. Vamos tratar o projeto com responsabilidade e compromisso”, afirmou o presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Aleam, deputado Sinésio Campos.

“Precisamos todos os dias do apoio dos órgãos de controle e estudo, instituições técnicas para somarmos com esse desenvolvimento”, disse Frank Lopes, presidente do Sindicato de Ceramistas (Sindicer).

Além dos nomes já citados, participaram da reunião representantes do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Banco da Amazônia (Basa), Companhia de Desenvolvimento do Amazonas (Ciama), Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) Senai e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

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