Técnicos do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) fizeram nova inspeção na manhã desta terça-feira na orla do São Raimundo, no trecho com acesso pela rua Padre Agostinho Caballero Martins, zona Oeste de Manaus, local em que, desde 26 de março, a empresa Chehuan & Cia Ltda realiza operações de limpeza das águas do Rio Negro, poluídas pelo vazamento de CAPCM20, produto derivado de petróleo.
Na inspeção, os técnicos do Ipaam constataram a conclusão da primeira etapa de saneamento da área afetada, de 900 metros quadrados, com a retirada total dos resíduos do CAPCM20, produto derivado de petróleo para produção de massa asfáltica, vazado de um dos dois tanques que caíram da balsa Intermodal II, a serviço da empresa, quando ela aderrnou durante procedimentos de descarga do produto.
O gerente de fiscalização do Ipaam, Raimundo Chuvas, disse que agora a empresa está tomando as providências da segunda etapa dos trabalhos que consiste em retirar da água os dois tanques e a balsa adernada.
Ele explica que um dos tanques está no fundo do rio com 30 mil litros de CAPCM20 já solidificado, sem vazamento, e o outro, semi adernado, do qual efetivamente vazou o óleo, com pelo menos 15 mil litros.
“A remoção dos tanques é um trabalho que terá que ser feito com muita calma, porque existe a possibilidade dos tanques virem a partir e o dano vir a ser pior”, disse Chuvas.
A Chehuan vai apresentar ao Ipaam propostas de como vai proceder a retirada dos tanques e da balsa. O Instituto vai avaliar as propostas e recomendar qual a mais segura e acompanhar passo a passo a opção de retirada”, disse Chuvas.
A Chehuan foi multada em R$300 mil no dia primeiro de abril. Conforme o auto de infração, o motivo foi causar poluição por derramamento de substância derivada de petróleo em níveis tais que podem resultar em danos à saúde humana ou provocar a mortandade de animais e destruição significativa da biodiversidade.
A partir da entrega do auto de infração, começou a contagem do prazo de 20 dias para que a empresa apresente sua defesa junto ao Instituto ou efetue o pagamento da multa. A partir desta mesma data, começou o prazo de 30 dias para que a Chehuan apresente o relatório circunstanciado do acidente, as medidas mitigadoras efetuadas e a comprovação da destinação correta dos resíduos retirados da água, conforme Notificação emitida pelo órgão também no dia primeiro de abril.
A Chehuan possui licença de operação emitida pelo IPAAM no dia 11 de março último para transporte fluvial de cargas perigosas, mas não para as operações de transbordo no local em que estava sendo realizado.
Após retirada dos tanques e da balsa, o ancoradouro vai ser interditado até que a Chehuan proceda o licenciamento ambiental para essa finalidade.
A primeira licença ambiental da empresa Chehuan para transporte de materiais perigosos no IPAAM data de 2000 e não há antecedentes de sinistros ambientais cometidos por ela.
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