O deputado Marcelo Ramos (PSB) vai entrar com uma representação junto ao Ministério Público do Estado (MPE) pedindo que seja bloqueada a contratação da empresa Cadd – Cibertec Engenharia, contratada pela Companhia de Desenvolvimento do Amazonas (Ciama) para realizar estudos de alternativas para o estudo viário da área de chegada e de saída da ponte sobre o rio Negro, no valor de R$ 102,9 mil.
Segundo Marcelo, o objeto de estudo dessa empresa já existe no Estudo de Impacto de Vizinhança feito no início da obra, visando encontrar alternativas viáveis para o escoamento do trânsito na Avenida Brasil. O deputado disse que o governo do Estado está ignorando o estudo feito anteriormente, o que significa mais dinheiro gasto na ponte. “Isso significa acúmulo de má utilização do dinheiro público”, afirmou.
Marcelo afirmou também que o totem da ponte sobre o rio Negro custou aos cofres públicos o total de R$ 5 milhões, considerado o mais caro do mundo. O valor, segundo o deputado, é equivalente ao que foi gasto em uma escola de tempo integral que fica nas proximidades da ponte. “Ao invés de construir um totem tão caro, por que não construíram outra escola de tempo integral?”, questionou.
O deputado lembrou que, inicialmente as obras da ponte foram licitadas por R$ 574,8 milhões e hoje superam mais de R$ 1 bilhão. “É a ponte mais cara do mundo”, garantiu.
Bilhetagem
Outro assunto tratado por Marcelo Ramos na manhã desta quarta-feira (15) diz respeito à suspensão, por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE), da licitação para implantar o Sistema Integrado de Gestão Inteligente de Transporte (Sigit) pela Prefeitura de Manaus.
O deputado parabenizou a decisão do TCE, no entanto disse que lhe preocupa o projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de Manaus que em um dos artigos a prefeitura toma para si a venda de passagens antecipadas (vale transporte e meia passagem), o que dá um somatório de R$ 20 milhões mensais.
“Que a prefeitura tire para si essa responsabilidade, tudo bem, no entanto a lei autoriza a prefeitura passar esse serviço para terceiros, sem licitação, aí não posso concordar. “É uma porteira para a roubalheira”, atestou.
FONTE: DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO
TEXTO: Margarida Galvão