O deputado Sidney Leite (DEM) fez um balanço dos trabalhos realizados pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, a qual preside, ressaltando a importância de sensibilizar a sociedade amazonense para a discussão do Plano Nacional de Educação. O deputado disse que nas audiências públicas realizadas pela comissão, tem discutido o perfil dos “modus operandi” (modo de agir) dos governantes e ainda tratado de assuntos como merenda escolar e a falta de transporte para os filhos dos ribeirinhos se deslocarem para escola.
Além disso, Leite destacou que os professores precisam de condições mínimas para que possam realizar seus trabalhos. “Precisamos avançar e discutir o modelo de educação que queremos alcançar e o que precisamos para melhorar”, destacou.
Segundo o parlamentar, é preciso fazer o dever de casa investindo na implantação de escolas técnicas, ampliando a presença do Instituto Federal de Educação Tecnológica (Iphan) no interior do Estado, com políticas que possam integrar a Secretaria de Estado da Educação, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Secretaria de Estado da Saúde, além das prefeituras municipais. “Precisamos fortalecer esse modelo de educação e só com parcerias iremos conseguir”, afirmou.
Sidney defende que a UEA deve estar consolidada em polos e não em todos os 62 municípios do Estado e também que a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) possa ser fortalecida. “Não vamos nos omitir de encaminhar as denúncias que recebemos e que foram formalizadas pelas escolas”, assegurou, ressaltando que vai acionar o Ministério Público para denunciar irregularidades constatadas em alguns municípios amazonenses, durante as ações itinerantes.
Aumentar gastos
Sidney Leite entende que o caminho é aumentar os investimentos na área de educação. Segundo o deputado, hoje se gasta no país apenas 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e se faz necessário chegar a 7%. “O ideal seria chegar em 2020 investindo 10% do PIB para que possamos ter uma educação de qualidade”, afirmou, destacando que a China chegou ao patamar em que se encontra hoje porque fez o dever de casa, investindo efetivamente em educação.
FONTE: DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO
TEXTO: Margarida Galvão
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