23/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Integrante da quadrilha “mata cachorro” é condenado a cinco anos e seis meses de prisão por homicídio

Publicado em 07 de dezembro, 2012

O Tribunal do Júri condenou nesta quinta-feira (06.12) a cinco anos e seis meses de reclusão, Isaú Jacob Braga dos Reis, 31 anos, pelo assassinato do seu cunhado Luís da Costa Queiróz, ocorrido na tarde do dia 11 de dezembro de 2005, na Rua Beco São José, bairro São Jorge, Manaus. Isaú responde a mais sete processos na Justiça entre homicídios e roubo. Ele fazia parte de uma quadrilha conhecida como “mata cachorro”, porque sacrificava os animais das residências ou estabelecimentos escolhidos para serem roubados.

O réu disse, em juízo, que matou a tiros o cunhado porque este batia na irmã dele. Segundo Isaú, a arma usada também era dele, e explicou em detalhes o funcionamento do revólver calibre 38.

Histórico

Em agosto do ano passado, Isaú foi preso juntamente com Natanael Melo de Castro, 19, Jéssica Oliveira, 18, e Antônio Ernandes Camilo Thomaz, 29, o “Sargento” – condenado a dez anos de prisão pelo sequestro da promotora Sandra Maria Cabral Miranda, até então, foragido do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj)-, que estava no regime semiaberto.

Segundo o delegado titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), Orlando Amaral, a quadrilha era conhecida como “mata cachorro”, pois em toda residência abordada pelo grupo, os animais eram sacrificados para não atrapalhar o roubo.

Considerado culpado pelo Conselho de Sentença, Isaú recebeu uma pena relativamente pequena, de acordo com o promotor público Ednaldo Medeiros. Segundo ele, a extensa ficha criminal do acusado depõe contra ele e, nesse sentido, a pena deveria ser maior. “Foi branda. Vamos analisar e possivelmente o Ministério Público vai recorrer”, disse o promotor.

Isaú Jacob Braga dos Reis está preso na Unidade Prisional do Puraquequara, Zona Leste de Manaus, onde cumpre pena por roubo. Mas o número de processos que responde junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) é grande. São quatro processos por roubo, uma tentativa de homicídio, um por porte ilegal de arma e um processo pelo crime de homicídio qualificado.

 

 

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