22/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Governo tenta reverter liberação do transporte fluvial, após decisão da Justiça Federal

Publicado em 30 de março, 2020

Governo tenta reverter liberação do transporte fluvial

Governo tenta reverter liberação do transporte fluvial, na Justiça Federal. Esse barco, de Tapauá, foi impedido de voltar com passageiros que terminaram tratamento em Manaus, por causa da proibição estadual

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam) tenta reverter a liberação do transporte fluvial no Amazonas. A decisão foi tomada pela desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso. A Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) também está empenhada na reversão.

A decisão de abrir o transporte fluvial chegou ao Amazonas na noite de ontem (29/03). Em vários Municípios do interior, os próprios moradores estão impedindo desembarque de passageiros. Vídeos mostram o impedimento em Boa Vista do Ramos e Barreirinha.

Dois barcos de Tapauá, antes da decisão da desembargadora, tiveram que fazer descer os passageiros e cancelar as viagens. A maioria retornava, após Tratamento Fora do Domicílio (TFD).

As autoridades sanitárias estaduais temem que, pelo transporte fluvial, o Covid-19 se espalhe no interior. A falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mesmo de respiradores causaria uma chacina entre os moradores.

Para complicar, a partir de agora é esperado o aumento do número de casos em Manaus. A capital, para onde seriam trazidos os casos mais graves do interior, também não tem estrutura. Nenhum país do mundo, aliás, estava preparado para atender tantos casos ao mesmo tempo. A lógica das autoridades é evitar aumento súbito de contaminação, o que elevaria o número de casos graves e congestionaria o sistema de saúde.

Esta segunda (30/03), o secretário estadual de Saúde, Rodrigo Tobias, anunciou a construção de dois hospitais de campanha, ao lado do Delphina Aziz. Eles acrescentariam mais 200 leitos. A obra, porém, só será realizada “se for necessária”. A necessidade viria com o pico da pandemia no Estado, previsto para abril e maio.

O secretário também anunciou a instalação de 300 leitos de UTI. E a contratação de 600 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem.

 

Nota do Governo do Estado

O Governo do Estado emitiu nota, esta manhã, confirmando que o transporte fluvial está liberado. Veja:

NOTA À IMPRENSA

Paralisação do transporte hidroviário de passageiros no AM é suspensa por decisão federal

Em virtude da decisão judicial da desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, publicada ontem (29/03), está temporariamente suspensa a paralisação do serviço de transporte hidroviário intermunicipal de passageiros estabelecida pelo Decreto Governamental nº 42.087, publicado no último dia 19 de março.

A fiscalização relacionada às medidas de prevenção ao Covid-19 continua ininterrupta. A equipe jurídica da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam) está trabalhando junto à Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) para reverter tal medida, de forma que sejam cumpridas as recomendações das autoridades sanitárias para redução dos riscos de contágio exponencial entre a população do interior, incluindo as comunidades indígenas.

A Arsepam disponibiliza canais de atendimento 24h por meio do WhatsApp (92) 98408-1799, para esclarecimentos ou qualquer tipo de informação a respeito do serviço hidroviário.

 

 

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