16/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

No CBA, ministro Ricardo Salles defende bioeconomia para o Polo Industrial

Publicado em 31 de janeiro, 2020

Em visita ao CBA, ministro Ricardo Salles defendeu bioeconomia para o Polo Industrial de Manaus. Foto: Divulgação/Suframa

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cumpre agenda em Manaus. Nesta sexta-feira (31), ele esteve no Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). No local, Salles afirmou que a bioeconomia é uma atividade que poderá complementar o Polo Industrial de Manaus (PIM).

Ricardo Salles conheceu a estrutura e as ações do novo planejamento que a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) vem desenvolvendo para o CBA, com o intuito de fomentar a bioeconomia na região. Salles e sua comitiva foram recebidos pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, pelo superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, e pelo membro titular da autarquia no grupo de gestão do CBA, Fábio Calderaro. Participaram, ainda, os deputados federais Sidney Leite e Delegado Pablo Oliva.

O ministro conheceu os laboratórios de cromatografia, química de produtos naturais, cultura de tecido vegetal (produção de plantas in vitro) e a central analítica.

Salles afirmou que nesta sexta-feira fará uma viagem de três dias com o ministro de Meio Ambiente dos Estados Unidos. Segundo ele, um dos pilares da visita é a bioeconomia.

“Como disse o ministro Paulo Guedes, o pior inimigo do meio ambiente é a pobreza e a geração dos empregos do Polo Industrial é um dos instrumentos para combater essa pobreza, para gerar oportunidade de emprego e renda, e nós temos que apoiar e avançar ainda mais na bioeconomia”, disse.

O ministro afirmou que o governo federal pretende complementar o que já vem sendo feito. “Manter os investimentos, manter toda a atividade que já está sendo desenvolvida, mas avançar nessa agenda da bioeconomia, que tem um potencial muito grande nacionalmente e internacionalmente”, ressaltou.

Na avaliação do ministro, a Amazônia é a região do Brasil com maior riqueza natural, mas possui baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “O CBA tem tudo para receber investimentos de empresas ligadas ao setor de cosméticos, farmacêutico, transformação de alimentos, uma série de pesquisas relacionadas a biodiversidade da Amazônia e que uma vez devidamente pesquisadas e transformadas em produto, trará, não só conservação da floresta o desenvolvimento sustentável, mas uma melhoria substancial da qualidade de vida das pessoas”, afirmou.

Fábio Calderaro destacou que a proposta da Suframa é transformar o CBA em um instituto de desenvolvimento de produtos, bioprodutos e negócios. “Nós assumimos o CBA e começamos um trabalho, abrimos um edital, chamamos pesquisadores, escolhemos projetos com pesquisas em níveis de maturidade tecnológica mais avançadas e voltadas para o desenvolvimento de produtos e negócios. Queremos promover o encontro entre as ICTs e os institutos de pesquisa que já existem aqui, mas tendo como resultado o produto no mercado”, explicou.

Calderaro disse, ainda, que o maior entrave atual do CBA continua sendo a falta de personalidade jurídica, mas, segundo ele, a Suframa está trabalhando para encontrar uma solução por meio da Lei de Inovação. “Encontramos uma brecha no marco legal da Inovação, estamos indo a Brasília semana que vem, juntamos órgãos de controle e procuradores e todos juntos estamos em prol de resolver esse obstáculo. Tão logo vencido, tenho certeza que conseguiremos atrair várias empresas para cá, fugindo um pouco dos recursos públicos e passando a receber capital privado”, afirmou.

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