
Mais de 200 petroleiros da Refinaria Isaac Sabbá (Reman) de Manaus cruzaram os braços e paralisaram as atividades desde as 23 horas deste domingo (24). O movimento grevista ocorre em outros 12 terminais da Petrobras.
Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindipetro-AM), 70% dos trabalhadores da categoria em Manaus estão parados, o que deve permanecer até sexta-feira, 29 de novembro. Os grevistas estão fazendo o “corte de rendição” dos trabalhadores para a adesão de funcionários à paralisação.
O motivo da greve, que é nacional, é denunciar os efeitos da venda de várias unidades da Petrobras, entre elas da Reman. Em setembro, a companhia petroleira iniciou o processo de venda de mais quatro refinarias com a divulgação das oportunidades (teasers) de cada unidade, entre elas a Refinaria Isaac Sabbá. Ao todo, a Petrobras quer vender oito refinarias em todo o Brasil.
Segundo os sindicatos que representam os petroleiros de todo o país, as privatizações e o fechamento de unidades estão impactando diretamente na categoria, com planos de demissões e transferências em massa, sem qualquer negociação com os representantes sindicais dos trabalhadores, o que fere o Acordo Coletivo de Trabalho.
A greve prossegue até sexta-feira (29) e, segundo a Federação Única de Petroleiros (FUP), não comprometerá as necessidades essenciais da população, pois não afeta o abastecimento de combustíveis.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Além da Reman, estão parcialmente paralisadas as atividades nas Refinaria Landulpho Alves (Rlam/BA), Refinaria Abreu e Lima (Rnest/PE), Terminal Aquaviário de Suape (PE), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar/PR), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap/RS), Araucária Nitrogenados (Fafen/PR), Refinaria Duque de Caxias (Reduc/RJ), Refinaria de Paulínia (Replan/SP), Refinaria de Capuava (Recap/SP), Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lunor/CE), Temoelétrica Ceará e Terminal de Cabiúnas (Macaé/RJ).