06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Seind reúne instituições parceiras para propor formação de grupo de trabalho por regularização de acordo de pesca em Terras Indígenas

Publicado em 31 de julho, 2012

Na próxima sexta-feira (3), técnicos da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) e de instituições parceiras reúnem-se para discutir a formação de um grupo de trabalho com vistas à regularização de acordo ou manejo de pesca em terras indígenas situadas no Amazonas. A reunião começa às 9h, na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), localizada na rua Maceió, número 466, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus.

Com o impacto da falta de peixes como tambaqui, tucunaré e pirarucu, o objetivo do acordo é definir regras de acesso aos recursos pesqueiros, fiscalização e preservação dos lagos em áreas dos municípios de São Paulo de Olivença, Coari, Lábrea e Jutaí (a 750 quilômetros de Manaus).

Convocada pela câmara 4 do Comitê de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai), a reunião deverá ter as presenças de representantes da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), da Coordenação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (Coipam), do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam), da Prefeitura de Coari e da própria Funai. “Queremos formalizar esse acordo entre as instituições o quanto antes”, informou o técnico do Departamento de Etnodesenvolvimento da Seind, Zuza Cavalcante.

O comitê foi instalado em julho do ano passado e é formado por quatro câmaras técnicas. A de número 4 trabalha a sustentabilidade econômica dos povos indígenas.

Projetos
Em parceria com o Inpa e a Associação dos Caciques Indígenas de São Paulo de Olivença, o Governo do Amazonas, por meio da Seind, tem procurado diminuir o impacto da falta de peixe que já dura mais de uma década, principalmente nos lagos do Alto Solimões, onde são freqüentes os atritos entre pescadores comerciais e pescadores de subsistência, por conta da redução do número de “lagos abertos”, que favoreceu a redução da pesca comercial na localidade.

Em todo o Amazonas há duas terras indígenas com manejo de lago licenciadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e que recebem recursos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio do Projeto Demonstrativo dos Povos Indígenas (PDPI): Acapuri de Cima e Espírito Santo, ambas em Jutaí (a 750 quilômetros de Manaus). O trabalho é feito desde 2005, com apoio técnico e institucional da Seind e parceiros, que atuam naquela localidade.

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