Excelente memória, alto nível de concentração ecomprometimento, motivação em áreas específicas e vontade de brincar com adultos ou crianças de maior faixa etária, são alguns dos sinais que apontam para a identificação de uma criança com altas habilidades/ superdotada. O alertafoi feito pela professora de psicologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Maria Alice Becker, durante o curso de Altas Habilidades/ Superdotação, ministrado a pedagogosda Rede SESI de Educação.
A iniciativa do SESI, em parceria com UFAM,tem como objetivo capacitar os professores da instituição para identificação de alunos que precisam desenvolver algum potencial. De acordo com Becker, os superdotados têm inteligência superior a média, possuem motivação ou potencial a mais em alguma área como matemática, línguas, histórias ou são extremamente criativos e artísticos.
“Não devemos confundir atitudes precoces com superdotação. Muito menos superdotados com gênios. Eles não são bons em tudo. Alguns têm até dificuldade de aprendizado, se não tiverem um bom acompanhamento com diversos profissionais, eles não se adaptam ao meio”, ensinou.
Becker disse ainda a superdotação é muito comum, mas pouco identificada ou acompanhada. A estatística America aponta que 10% dos alunos possuem algum tipo dela. “Existe uma obrigatoriedade de atendimento que não é cumprida. No Amazonas, por exemplo, o núcleo de atendimento da UFAM contempla apenas 8 crianças e sabemos que o número não é apenas esse”, disse.
De acordo com Becker as crianças superdotadas devem frequentar uma escola normal, como SESI, apenas devem ser identificadas, acompanhadas por profissionais e participantes de projetos e programas onde elas possam desenvolver seu potencial.
Para a pedagoga da Unidade de Iranduba do SESI, Viviane Barroso, o curso veio suprir uma necessidade do grupo. “Nós não sabíamos identificar essas crianças e nem como proceder. Depois do curso já identificamos uma criança de 5 anos (que começou a ler com 2 anos e 2 meses) e agora ela já está sendo acompanhada. Estamos sendo capacitados para contribuir com o desenvolvimento destas crianças”, revelou a pedagoga.
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