Com base no resultado do último Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 2 e 13 deste mês, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) está intensificando as ações de educação em saúde, na zona Leste da cidade, para orientar a população sobre a importância de manter os depósitos de água bem vedados, como forma de evitar a proliferação de larvas do mosquito transmissor da doença. “Optamos por realizar as atividades de educação em saúde nas escolas, pois as crianças e os jovens são importantes multiplicadores das orientações repassadas”, explica o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato.
Em julho, o Índice de Infestação Predial (IIP) pelo mosquito transmissor da dengue caiu para 2%, em Manaus, contra os 2,7% verificados em abril. Mas a zona Leste manteve-se como a área da cidade com maior risco para a transmissão da doença. De acordo com o LIRAa, o principal fator que vem contribuindo para este quadro são os depósitos de armazenamento de água no nível do chão (como camburões e tanques). Como o abastecimento de água ainda é precário em várias regiões da zona Leste, esses depósitos são muito utilizados pela população. Mantidos sem tampa, no entanto, acabam funcionando como criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.
Na semana passada, as equipes de Educação em Saúde da Semsa realizaram atividades na Escola Estadual Jorge Karan Neto e Escola Municipal Moisés de França. Esta semana, o trabalho será realizado na Escola Municipal Disaku Ikeda e Escolas Municipais Jorge Resende Sobrinho, Olavo das Neves e Lucilene de Sena. “Estamos informando aos alunos sobre a situação apontada pelo LIRAa e destacando os cuidados que devem ser tomados, em casa, com os depósitos de armazenamento de água. Estes, devem ser mantidos tampados. Frisamos que a água parada é o ambiente mais propício para a proliferação das larvas do mosquito da dengue”, explica Liziane Gularte, do Setor de Educação em Saúde, da Semsa.
Lixo – O lixo acumulado em fundos de quintal ou terrenos baldios é outro fator que também aparece com destaque na apuração LIRAa de julho, como um dos principais criadouros do mosquito da dengue. Na semana passada, o Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (DVEAM) da Semsa encaminhou à Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) o resultado do levantamento, destacando as áreas da cidade onde este foi identificado como o principal fator de proliferação do Aedes aegypti.
“Com base nos dados, a Semulsp estará executando mutirões de limpeza, que visam estimular os moradores dessa área a promover a limpeza de seus quintais, retirando carcaças de eletromésticos, garrafas, pneus e outros entulhos que podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito”, explica Vanderson Sampaio, assessor técnico do DVEAM.
Monitoramento – Executado trimestralmente pela Prefeitura de Manaus, o LIRAa é uma das ferramentas utilizadas pela Semsa, para orientar as ações de controle da dengue na capital, permitindo que sejam priorizadas as áreas onde há maior infestação do mosquito transmissor da doença. O levantamento também permite identificar os principais tipos de criadouros que estão favorecendo a proliferação do mosquito transmissor da doença.
No primeiro LIRAa do ano, realizado entre 9 e 20 de janeiro, o índice de infestação pelo mosquito da dengue, na capital amazonense, estava em 3,4%. Em abril, quando foi realizado o segundo levantamento, o indicador baixou para 2,7%, reduzindo para 2%, neste mês.
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