
Foto: Justino Guimarães/Garantido
Texto: Peta Cid
Índios, negros, brancos, amarelos, quilombolas, heróis anônimos da grande aldeia cultural vermelha protagonizaram o espetáculo “Garantido, o Boi das Lutas do Povo”, abrindo o 54º Festival Folclórico de Parintins na noite desta sexta-feira (28), no Bumbódromo. Na abertura, a filha de Lindolfo Monteverde, Maria Monteverde, de 81 anos, deixou sua mensagem e versou para a galera.
A Lenda Amazônica “O Curupira, Sete Espíritos, o gigante protetor da natureza” abriu a apresentação incorporado em seis outros espíritos, onça, gavião, jacuraru, camaleão, cobra e mãe natureza.
A cunhã-poranga Isabelle Nogueira surgiu na alegoria e protagonizou também fortes momentos tribais.

Foto: Justino Guimarães/Garantido
Diversidade
A Celebração Folclórica Aldeia Cultural destacou a diversidade, a força da mestiçagem, a ancestralidade, origens, costumes, formas, espíritos, corpos, fazeres e saberes.

Foto: Justino Guimarães/Garantido
Foi a celebração da comunhão de índios, negros, brancos, orientais, europeus, africanos, árabes, judeus, que contribuíram com a formação cultural da região. A Sinhazinha Djidja Cardoso, a porta-estandarte Edilene Tavares e o amo do boi Gaspar Medeiros surgiram na alegoria.

Foto: Justino Guimarães/Garantido
O Juteiro concorreu como Figura Típica Regional, contando a história da presença dos koutakusei em Vila Amazônia e do pai da juta, Ryota Oyama. A alegoria trouxe a Rainha do Folclore, Brenda Beltrão, representando o caboclo juteiro.
Kawahiwa foi o ritual da noite, retratando a cura espiritual celebrada pelos índios habitantes do Rio Tapajós, contra a má sorte ou panema. O pajé Adriano Paquetá transcendeu ao mundo ancestral da Amazônia paleolítica dos grandes animais, feras e seres míticos.

Foto: Justino Guimarães/Garantido