
Advogada que roubou em shopping deveria ter pedido suspensão da OAB desde 2016, em razão da incompatibilidade do cargo com o exercício da profissão. Foto: TJAM
A advogada Ester Ribeiro Pacheco, 25, que foi presa na noite deste sábado (18), dentro de uma loja Comepi no shopping Manauara, por furto, pode ser suspensa dos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Amazonas.
A suspensão deverá ocorrer por ela exercer cargo incompatível com a advocacia, estando lotada como comissionada no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) desde 2016, como assessora de juiz de Entrância Final da Vara de Execução Penal da capital (PJ-ASV). Ao assumir o cargo, ela deveria ter comunicado imediatamente à Ordem.
Em nota, sobre o episódio de furto envolvendo Ester, a OAB-AM informa que a mesma possui inscrição na seccional do Amazonas e por “considerar que a jovem encontra-se exercendo cargo incompatível com a advocacia, Ester deverá ser suspensa dos quadros da Ordem ou ter sua inscrição cancelada, a depender da natureza do cargo que ocupa junto ao TJAM.
A OAB-AM lamenta o ocorrido e espera que a mesma possa exercer todas as garantias constitucionais de ampla defesa. A incompatibilidade do cargo comissionado com a advocacia só veio à tona em razão do caso do furto.
A advogada foi detida por vigilantes, após ser notada pela circuito interno de segurança, em atitude suspeita e colocando produtos no interior da bolsa.
Segundo a polícia, ela foi detida após o furto, saindo da loja, e ao ter a bolsa verificada com 29 produtos dentro, avaliados em quase R$ 300. Policiais militares foram acionados e levaram a acusada para o 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Ester pagou fiança de R$ 1.000 e responderá pelo crime em liberdade. A advogada passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A fiança foi fixada pelo juiz plantonista.