
Foto: Divulgação/Adua
Estudantes, técnico-administrativos e professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) vão parar as atividades nesta quarta-feira (15). Segundo a Associação dos Docentes da instituição (Adua), os trabalhadores aderiram à Greve Nacional da Educação contra os cortes feitos pelo governo de Jair Bolsonaro. Somente a Ufam, estima corte de R$ 38 milhões neste ano.
Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (14), representantes dos comandos de greve apresentaram os motivos da participação na paralisação nacional e divulgaram a programação completa para o dia 15. De acordo com a Adua, além da Ufam, servidores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e das redes de ensino municipal e estadual vão participar da manifestação.
Programação
A mobilização na Ufam inicia às 7h desta quarta-feira, no Bosque da Resistência, na entrada do campus da universidade em Manaus, na Avenida Rodrigo Otávio, zona sul. No local, estudantes, docentes e técnicos estarão reunidos para informar os motivos da paralisação.
Às 10h, será realizada uma aula pública de Filosofia, uma das disciplinas, juntamente com a Sociologia, “ameaçadas pelo presidente Jair Bolsonaro”, diz a Adua.
Às 15h, na Praça da Saudade, no Centro, ocorre o ato unificado em Manaus da Greve Nacional da Educação, que contará com a participação de discentes, docentes, técnicos em educação, representantes de entidades apoiadoras da luta pela educação e a sociedade em geral.
Interior
Além de Manaus, também vão participar da mobilização os campi da Ufam em Coari, Parintins, Benjamin Constant, Humaitá e Itacoatiara. Um ato será realizado às 9h, no Instituto de Natureza e Cultura (INC) da Ufam, em Benjamin Constant; às 7h30, no Bosque das Seringueiras, em Itacoatiara; às 16h, a concentração será no Bumbódromo, em Parintins; no mesmo horário ocorre mobilização na rotatória principal de Humaitá; e no Instituto de Saúde e Biotecnologia (ISB) da Ufam, em Coari.
Manifesto
Na última sexta-feira (10), a comunidade acadêmica da Ufam publicou o “Manifesto Em Defesa da Educação Pública 15 de Maio – Greve Geral da Educação!”. No documento, docentes, técnicos e estudantes da universidades se manifestaram contra as medidas do governo federal quanto à área da Educação.
A comunidade cita, por exemplo, corte de R$ 7,3 bilhões de recursos destinados à Educação, no primeiro trimestre deste ano.
Cortes no Amazonas
As universidades do Amazonas também sofreram cortes. Somente na Ufam a estimativa é de bloqueio de R$ 38 milhões, para o segundo semestre. Segundo a instituição, serão afetadas as dotações de custeio e investimentos previstos para o segundo semestre de 2019. O valor representa 30% dos recursos, levando em conta todas as despesas da universidade.
No Ifam, o corte de 30% representa um contingenciamento de R$ 26,6 milhões. Um dos recursos que serão bloqueados, conforme o instituto, é o de custeio (Ação 20RL- Funcionamento do Ifam). Essa ação é voltada para os serviços de manutenção de serviços terceirizados e públicos, como limpeza e conservação, vigilância, energia, água, telefonia, internet, além do apoio a editais de pesquisa e extensão.