O sucesso do Bacalhau da Amazônia entre os participantes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, a partir de agosto poderá ser prestigiado fora do Brasil.
Durante a programação do Governo do Amazonas no Parque dos Atletas (Rio+20), o secretário de Produção Rural do Estado, Eron Bezerra, anunciou que em agosto a marca Bacalhau da Amazônia irá ganhar um selo internacional desenvolvido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Trata-se do Selo Amazônico. “O selo vai ter valor internacional de rastreabilidade geográfica, ou seja, nós poderemos chegar ao exagero de sentar em uma mesa em Paris (França) e dizer – estou comendo um Pirarucu que foi pescado pelo senhor Pedro Nonato, na comunidade tal, no dia tal, porque o produto vai ser rastreado”, explicou Eron.
De acordo com Eron Bezerra, o Bacalhau da Amazônia é a maior grife que hoje a região tem para vender para o mundo como sustentabilidade real, não ficcional. “Exemplos como esse aqui do Bacalhau da Amazônia nos permitem dizer que aqui sim, nós temos um exemplo onde a natureza é preservada, onde os recursos naturais são conservados, onde há elevação de renda da população local e onde você agrega valor à matéria prima regional”, concluiu.
Bacalhau na Rio+20
O Bacalhau da Amazônia foi exposto em um stand do Governo do Amazonas na Rio+20, no espaço Amazônico, no Parque dos Atletas, durante todo o evento. O produto também foi apresentado como exemplo de desenvolvimento sustentável durante palestra na Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, e durante mesa redonda no Parque dos Atletas – em frente ao Rio Centro – onde se reuniram lideranças internacionais para fechar os acordos do evento. O ápice do Bacalhau da Amazônia no Rio de Janeiro foi uma degustação do produto no Restaurante Aprazível, nos altos do morro de Santa Tereza, tendo como vista a Bahia de Guanabara.
O produto, que já foi apresentado como melhor exemplo de alternativa para o desenvolvimento sustentável no Fórum Social Temático, que aconteceu em janeiro, em Porto Alegre, é resultado do processamento do pirarucu (Arapaima gigas), peixe exclusivo da bacia Amazônia e oriundo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.
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