
Justiça negou pedido da defesa de ex-prefeito para que ele ficasse em Coari de 3 a 11 de outubro. Foto: Arquivo
A Justiça do Estado negou pedido da defesa do ex-prefeito Adail Pinheiro para que ele viajasse a Coari (a 365 quilômetros de Manaus) e ficasse na cidade no período de 3 a 11 de outubro.
Ele cumpre pena em livramento condicional, após decisão judicial de maio de 2017, sendo apontado como chefe de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.
No pedido, a defesa alegou que Adail está longe da família e amigos desde sua prisão preventiva, em fevereiro de 2014. A solicitação teve deferimento negado pelo Ministério Público, no último dia 25 de setembro.
Para a promotora Yara Rebeca Albuquerque, “eventual sucesso no presente pleito significaria afronta e escárnio da parte apenada em direção aos juízes participantes da sua condenação criminal e em direção ao Poder Judiciário como um todo”.
No parecer do MP, a promotora diz que “a parte apenada atuando politicamente em Coari e passeando pelas ruas da cidade, a população iria se ver desguarnecida da força legítima”.
Na decisão, a Justiça Estadual pontua que o afastamento de Adail de seus familiares se deu “por conta de condenação penal” e que ele deve cumpri-la nos moldes da legislação vigente. Os advogados de Adail entraram com embargos de declaração, tentando reverter a decisão.
O ex-prefeito foi preso em fevereiro de 2014 e, em novembro do mesmo ano, foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) a 11 anos e 10 meses de prisão, acusado de liderar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. Já em novembro 2016, ele passou a cumprir a pena em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. O ex-prefeito responde ainda a outros processos na Justiça.
O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu na Justiça a condenação do ex-prefeito de Coari, Manoel Adail Pinheiro, a 11 anos de prisão em regime fechado, pela prática dos crimes de estelionato e corrupção ativa.
Na sentença, a Justiça confirma a participação decisiva de Adail Pinheiro em esquema de desvios milionários de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2002 e 2004, revelado pela operação Matusalém.