O governador Amazonino Mendes (PDT) deixou a convenção do PDT, no Dulcila’s Ponta Negra, sem falar com a imprensa. A coletiva chegou a ser anunciada, mas ele simplesmente ignorou os repórteres. Ele fez a convenção oficialmente de lançamento da candidatura à reeleição ao Governo do Estado.
A convenção engarrafou a Avenida Coronel Teixeira, a Estrada da Ponta Negra, nos arredores do Dulcila’s. Amazonino distribuiu placas, com os nomes de quase todos os Municípios, ao longo da via. O governador disse, no discurso, que havia 42 prefeitos presentes. A estrutura da máquina administrativa do Estado estava presente.
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“Amazonino é um instrumento seu”, disse, no discurso. Saudou cada um dos integrantes da chapa derramando elogios. “Renasce a amizade, que muito fez pelo Amazonas, com Alfredo Nascimento”. E falou de Hissa de passagem e apenas como “presidente do meu partido”.
“Que fome é essa, que determinação, que vontade é essa desse homem, que já foi quatro anos governador? Eu abro o peito e digo para você: ‘É por ti’. Durante muito tempo chorei lágrimas solitários por ver o abandono e o estabelecimento do caos”, disse. Ouça, abaixo, o discurso.
O governador mandou uma mensagem sutil ao prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, anunciando asfalto na capital. “O interior não via, há anos, uma gota de asfalto. Hoje está sendo asfaltado todo o interior e vamos asfaltar Manaus também”, disse.
Amazonino criticou a insegurança, apesar de ser dele a responsabilidade pela segurança. “Isso tem que mudar. Mas teremos quatro anos para desenhar o nosso futuro”, disse. Ele criticou o Ronda nos Bairros, por ter gasto R$ 1,2 bilhão. E defendeu a contratação do ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, do “Tolerância zero”.
Rebecca explicou os pontos mais nevrálgicos da aliança dela com Amazonino. “Fui candidata contra o senhor e o povo disse que era o senhor que ele queria instalado. Fizemos pesquisas e o senhor sempre aparece em primeiro lugar”, disse Rebecca. Acrescentou que, como mãe, não quis abandonar os filhos e se candidatar ao Senado, voltando para Brasília.
Hissa defendeu o projeto nacional do PDT e agradeceu ao presidente do partido, Carlos Lupi, presente ao ato.
Alfredo, que chegou atrasado, na hora de falar, lembrou Amazonino o nomeando secretário de Administração da Prefeitura, interventor e prefeito. Disse que optou pela chapa dele por “gratidão e pragmatismo”. Gratidão pelas nomeações e pragmatismo porque ele “está arrumando a casa”. Reconheceu, porém, problemas na saúde, educação e segurança.
Carlos Lupi, que presidiu a convenção, disse que o PDT delegou a PR e PP, dia 04/07, quando farão as convenções, a homologação da chapa. “Amazonino pegou esse Estado falido e, em um ano, fez milagre”, disse. E frisou que “Ciro Gomes é o homem mais preparado para ser presidente”.

Amazonino deixa convenção sem falar com imprensa. Convenção engarrafou a Ponta Negra, prendendo quem não estava no evento e passou por lá. Governador mostrou força da máquina