13/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Prefeito pede maior contrapartida do governo federal para manter mais creches no município

Publicado em 08 de junho, 2018

Prefeito pediu que o Governo Federal inverta a polícia de financiamento de construção e manutenção de creches para que as cidades ampliem a oferta de vagas. Foto: Alex Pazuello/ Semcom

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, pediu nesta sexta-feira (8), que o Governo Federal inverta a política de financiamento para construção e manutenção de creches, para possibilitar que os municípios ampliem a oferta de vagas e tenham condições de atingir a meta de manter 50% das crianças de 0 a 3 anos nas salas de aula, como prevê o Plano Nacional de Educação Infantil.

O prefeito esclareceu que na atual política, governo federal e município dividem os custos da construção da cada unidade, mas a manutenção das mesmas desequilibra a balança, com o município respondendo por 90% e o governo federal por 10%. No caso de Manaus, cada creche construída e colocada em funcionamento representa um custo anual de R$ 4 milhões/ano.

Ministro da Educação

O pedido foi feito ao ministro da Educação, Rossieli Soares, durante a inauguração da 16ª creche municipal, na avenida Autaz Mirim, zona Leste da cidade.

A inauguração atraiu a maioria da bancada do Amazonas no Congresso, com a participação do senador Omar Aziz, e dos deputados federais Arthur Bisneto, Conceição Sampaio, Pauderney Avelino e Silas Câmara, além de deputados, vereadores e secretários municipais.

“Nós estamos fazendo o possível. Encontramos uma única creche e hoje temos 16 creches. É pouco, mas comparada com o passado, estamos avançando. Vamos fazer mais sete, em parceria com o BID, junto com mais 11 unidades de Educação Infantil e outras 11 unidades de Ensino Fundamental. Será uma grande revolução na educação”, disse o prefeito. “Eu faria 100 creches, mas nós não aguentamos. A nãos ser que tivéssemos uma equação diferente, mais justa e que fosse mais a favor de investimentos em favor das crianças de Manaus”, confirmou Arthur.

Desigualdades

O ministro disse que é preciso olhar para cada realidade das cidades brasileiras e que é preciso olhar para as desigualdades de financiamento.

“É prioridade do Ministério acolher as propostas e apresentar resultados. Nós temos um grupo de trabalho e já nos reunimos com técnicos daqui e teremos uma resposta com muita brevidade”, afirmou o ministro.

Rossieli também elogiou Manaus como a capital brasileira que tem apresentado os melhores resultados em indicadores e desempenhos de ensino. “Manaus, entre as capitais, foi a que mais avançou no último Ideb. Isso é muito importante, porque as crianças estão aprendendo mais. Manaus tem feito grandes avanços nesse sentido”, disse.

Creche Maria Aparecida Silva Dantas

A 16ª creche de Manaus recebeu o nome da pedagoga Maria Aparecida Dantas, que pertenceu ao quadro da Secretaria Municipal de Educação (Semed). O marido dela, Deolindo Dantas, e seus três filhos estiveram presentes na cerimônia. Emocionado, Deolindo disse que a homenagem prestada à esposa, a imortalizou. “Ela está sendo eternizada, a emoção é indescritível”, disse.

A creche vai receber 260 crianças, em idade de creche e pré-escola em dois turnos, contanto com 30 profissionais multidisciplinares, salas equipadas, playground, alimentação balanceada, entre outros serviços.

“Cada creche que inauguramos, colocamos R$ 4 milhões a mais de custeio, do orçamento anual”, lembrou a secretária municipal de Educação, Kátia Schweickardt.

Custos

Para o deputado estadual Arthur Bisneto, a educação é uma das áreas mais importantes para se desenvolver uma sociedade, mais justa e correta e com menos diferença. Por outro lado, ele explicou o porquê é uma com os maiores custos de manutenção.

“Não é somente o prédio, são dezenas de funcionários, alimentação e toda uma estrutura direcionada ao desenvolvimento das crianças que é sustentada pela prefeitura”, pontuou.

Além das crianças, o serviço também é prestado diretamente aos pais, principalmente as mães que precisam trabalhar ou estudar.

Isabel Alves, mãe do Luís, e Jéssica Carvalho, mãe da Jamile, não escondiam a satisfação com a chegada da creche, onde poderão deixar seus filhos em segurança. “A gente gostou muito. E confiamos nos professores”, disse Jéssica. “Para mim foi surreal, uma creche aqui”, finalizou Isabel.

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