
Foto: Bruna Chagas/PMS
Na manhã desta sexta-feira (1), por volta das 7h30, mesmo após decisão de aumento da multa caso houvesse nova paralisação, os rodoviários estão neste momento, interditando a avenida Leonardo Malcher, no Centro, zona Sul.
Segundo informações de motoristas e cobradores, eles devem ficar pelo menos por uma hora em protesto nesta situação, por ordens do Sindicato dos Rodoviários.
O Portal do Marcos Santos tentou falar com os líderes do sindicato, mas não obteve retorno.
Ainda segundo informações, os passageiros tiveram que descer na avenida e seguir em frente a pé, pois só está passando motocicletas.
Mais informações em instantes.
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Na tarde desta quinta-feira, 31, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) aumentou para R$ 300 mil por hora de paralisação o valor da multa imposta ao Sindicato dos Rodoviários, por descumprimento da liminar. Nesta quinta-feira, 31, cerca de 700 mil pessoas foram prejudicadas devido a paralisação de 100% da frota do transporte coletivo.
Na liminar expedida no último dia 29, o TRT já havia aumentado a multa de R$ 30 mil por hora para R$ 200 mil, mesmo assim o Sindicato dos Rodoviários manteve a greve, que já se prolonga por mais de 60 horas.
No documento expedido pelo plantão judiciário nesta tarde, a desembargadora plantonista Maria de Fátima Neves Lopes determinou, além da multa de R$ 300 mil por hora, o bloqueio de R$ 20 mil nas contas do Sindicato dos Rodoviários, por dia de descumprimento. A magistrada enviou ofício para o Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF), para apuração das penalidades criminais cabíveis.
De acordo com o assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), Fernando Borges, as empresas estão abertas à negociação, desde que o transporte coletivo volte a operar em sua totalidade.
“Mais uma vez a população foi penalizada com uma greve irregular. O Sinetram confia na justiça e entende que o diálogo envolvendo empregadores, empregados e a Prefeitura, é o melhor caminho para o enfrentamento da questão, de forma a preservar o interesse público. Desde que se respeite a ordem judicial e o direito de ir e vir da população, estaremos abertos ao diálogo, pois a população não merece isso”, explica Borges.
Esse é o terceiro dia consecutivo de paralisação, que já prejudicou mais de 1,3 milhão de pessoas. Na terça-feira mais de 350 mil pessoas foram prejudicadas, quarta-feira mais de 255 mil e nesta quinta-feira, 700 mil usuários ficaram sem ônibus. Apenas este ano, esta é a 12a paralisação irregular.
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