A economia do Estado do Amazonas não apresentou resultado positivo em 2009, apesar de alguns setores encerrarem o ano com resultados positivos. No desempenho global, a variação em volume do PIB foi negativa em 2,0%. A Indústria, atividade de maior peso na economia do estado com participação de 41,5% no valor adicionado bruto em 2009, fechou o ano em queda de 7,7%, refletindo o impacto da crise internacional.
Em valores correntes, o PIB do estado foi de R$ 49 614 milhões e permaneceu com aproximadamente 1,5% de participação no PIB nacional, sendo a 15ª economia do País. O PIB per capita, estimado em R$ 14 620,94, situa-se como o maior da Região norte e o 10º maior PIB per capita brasileiro.
A atividade Agropecuária, com variação em volume de -0,2% em seu valor adicionado bruto, representava 5,1% no valor adicionado bruto do estado em 2009, contra 5,4% em 2008. A Agricultura foi a responsável pelo resultado, fechando o ano com variação negativa de 0,6% em razão da queda, em volume, de 7,2% no valor adicionado bruto da atividade Outros produtos da lavoura temporária. Esta queda refletiu a redução de 12,6% na produção do produto mandioca no estado de 2008 a 2009. A produção animal cresceu 0,8%, em termos reais, sendo a atividade de Criação de aves sua maior responsável, com crescimento em volume de 16,3%.
A atividade industrial, em 2009, fechou o ano com uma variação em volume de -7,7% no valor adicionado bruto. A atividade das Indústrias de transformação, responsável por 77,2% do valor adicionado bruto da atividade e com variação em volume de -10,9% em 2009, determinou o desempenho negativo. As atividades industriais foram: Outros equipamentos de transportes, -32,5%, e Material eletrônico e equipamentos de comunicações, -18,5%, que foram influenciadas pelos itens: motocicletas e suas peças e televisores e telefones celulares, respectivamente. Em sentido oposto, as atividades de Alimentos e bebidas, 12,9%, e eletrodomésticos, 32,5%, exerceram os principais impactos positivos, pressionados, sobretudo pelos itens: preparações em xaropes e em pó para bebidas; e fornos e micro-ondas.
Ainda na atividade Industrial, a Produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana e a Indústria extrativa apresentaram variações em volume positivas, de 7,2% e 4,4%, respectivamente, enquanto a Construção civil teve queda de 2,2%.
A atividade de Serviços, com volume de 2,8%, ganhou participação e atingiu 53,4% do valor adicionado bruto do estado em 2009, contra 53,2% em relação ao ano anterior. As atividades de Comércio e de Serviços de manutenção e reparação, que participam com 11,5% do total do valor adicionado bruto do estado, cresceram 3,4% em termos reais. Em destaque para o crescimento favorável: Serviços prestados às famílias e associativas, 13,7%, Atividades imobiliárias e aluguéis, 11,4%, Saúde e educação mercantis, 5,0% e Serviços domésticos, 6,6%. A atividade de Administração, saúde e educação públicas e seguridade social que detém cerca de 17,8% do valor adicionado bruto do estado contribuiu com variação em volume de 2,0%.