06/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Liminar garante pensão para mãe da policial militar Deusiane Pinheiro, assassinada em 2015

Publicado em 31 de outubro, 2017

Decisão liminar do juiz Leoney Figliuolo determina que Amazonprev faça o pagamento de pensão para a mãe da PM Deusiane Pinheiro. Foto: Divulgação

Uma decisão liminar do juiz Leoney Figliuolo Harraquian determina que o Fundo Previdenciário do Estado do Amazonas (Amazonprev) efetue o pagamento da pensão por morte da policial militar Deusiane Pinheiro, para sua dependente, a mãe, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento até o limite de 20 dias.

A beneficiária é dona Antônia, que dependia economicamente da filha antes da tragédia que abalou sua família. Segundo investigação, a soldado Deusiane foi assassinada em 2015 ,dentro de uma das instalações da corporação, no bairro do Tarumã, zona Oeste.

A informação é da deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB), que acompanha o caso por meio da Comissão da Mulher, das Famílias e do Idoso da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM).

Defensoria pública

Por questões burocráticas, o Comando da PM não reconhecia a mãe de Deusiane como dependente. A deputada então procurou a Defensoria Pública do Estado (DPE), que ingressou com uma ação ordinária de obrigação de fazer na Justiça.

Para o magistrado, a relação de dependência era clara, conforme comprovou a extensa documentação anexada nos autos do processo. Na avaliação da deputada, a decisão da Justiça é uma vitória das mulheres do Amazonas.  O assassinato de Deusiane teve repercussão nacional.

Entenda o caso

A PM Deusiane, então com 26 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 1º de abril de 2015, nas dependências da Companhia Fluvial do Batalhão Ambiental, no Tarumã. A versão oficial falava em suicídio, mas depois constatou-se que era um caso de feminicídio.

Por ação da Comissão da Mulher da Assembleia, da deputada Alessandra e de movimentos sociais de mulheres, o caso foi federalizado e repercutiu até na CPI do Senado que investigou o assassinato de jovens do Brasil.

Por várias vezes, a deputada ocupou a tribuna do Parlamento para denunciar a omissão do Comando da Polícia Militar do Amazonas, que engavetou o processo no qual a mãe de Deusiane cobrava do Governo, além da reabertura das investigações e punição rigorosa aos envolvidos, a pensão a que tem direito por força da legislação.

“A dona Antônia era sustentada pela filha e tem direito a uma pensão, pois a filha morreu no exercício da função dentro de um batalhão da PM. O valor dessa pensão não é alto, pois ela era uma soldado, mas o Comando da PM há dois anos não paga o que é de direito para essa senhora”, declarou Alessandra.

Nesses pronunciamentos, a presidente da Comissão da Mulher ressaltou que não existia empenho do comandante da PM, coronel David Brandão, de resolver o problema da pensão. Ele chegou a se comprometer a fazer o pagamento, mas depois não honrou o que tinha firmado em reunião com a deputada e dona Antônia.

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