A importância da educação científica de qualidade desde o ensino básico norteou o debate da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) na tarde desta quarta-feira (09) durante audiência pública em homenagem ao “Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento”, instituído pela Unesco e comemorado no Brasil, desde 2005, no dia 10 de novembro.
Durante mais de duas horas senadores e especialistas em ciência, tecnologia e educação discutiram os principais desafios da educação de base no país. Eles foram unânimes no diagnóstico de que os indicadores dos ensinos médio e fundamental precisam de políticas públicas urgentes que priorizem a qualidade da educação desde cedo e que enfrentem as desigualdades hoje existentes.
A parceria com a UNESCO na realização da audiência e as atividades que esta instituição desenvolve em prol da ciência, do desenvolvimento e da paz foram elogiadas pelo presidente da CCT, Eduardo Braga (PMDB-AM). Para o senador, os avanços que o país tem obtido na graduação e na pós-graduação precisam chegar à educação de base. “Além de acesso à escola é necessário garantir também qualidade de ensino em todas as regiões do país”, defendeu.
As contribuições da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) à ciência, tecnologia e educação foram apresentadas pela presidente da Fundação, Maria Olívia Albuquerque Simão. Ela destacou o esforço que o país realiza para estimular a difusão da ciência e afirmou que sem ciência não é possível promover desenvolvimento e inovação.
Para o secretário de Educação do estado do Amazonas, Gedeão Timóteo Amorim, é importante que a “consciência da realidade de estar presente na educação de base deve vir desde cedo”.
Já o representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, considerou que o acesso ao conhecimento científico desde o ensino fundamental deve fazer parte do direito à educação de todos os homens e mulheres. “A educação científica é fundamental ao desenvolvimento humano e para a formação do cidadão”, disse ele.
Para o cientista João Evangelista Steiner, professor da Universidade de São Paulo (USP) “o Brasil tem avançado muito na produção do conhecimento científico nos últimos anos, na formação de mestres e doutores, mas precisa aprender a transformar esse conhecimento adquirido em produtos para alavancar o desenvolvimento do país”, concluiu”.
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