22/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Caso babá Geovana: Réus vão a júri popular, mas data do julgamento ainda não foi definida

Publicado em 22 de agosto, 2026

Foto: Divulgação

A Justiça do Amazonas determinou que Camila Barroso da Silva e Antônio Chelton Lopes de Oliveira sejam submetidos ao Tribunal do Júri pela morte e tortura da babá Geovana Costa Martins, de 20 anos. Apesar da decisão que encaminhou os dois acusados para julgamento popular, a data do júri ainda não foi definida.

A família da jovem cobra uma definição do Poder Judiciário. Na quinta-feira (20), quando foram completados dois anos da morte de Geovana, a mãe dela, Márcia Costa, voltou a pedir agilidade para que o julgamento seja marcado.

“Dia 20 de agosto é a pior data para mim. Completou dois anos da morte dela e até agora não tenho respostas da data, de quando será o julgamento final. Todo mundo sabe que foi um crime muito bárbaro, minha filha sofreu muito, é uma dor que não tem como esquecer, é um pedaço de mim”, declarou.

Corpo encontrado em área de mata

Geovana desapareceu em Manaus e seu corpo foi localizado uma semana depois em uma área de mata no bairro Tarumã-Açu, na zona oeste da capital.

Segundo informações reunidas durante as investigações e relatos da família, a jovem teria sido submetida a agressões físicas e tortura durante os dias que antecederam sua morte.

Familiares também levantaram a suspeita de que Geovana teria sido coagida a transportar entorpecentes.

Situação dos acusados

Camila Barroso conseguiu autorização judicial para cumprir prisão domiciliar. A medida levou em consideração o fato de ela ser mãe de uma criança com deficiência.

Antônio Chelton permanece preso no sistema penitenciário e também deverá ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Um terceiro suspeito de envolvimento no crime continua foragido, segundo as informações divulgadas sobre o caso.

Júri ainda não tem data

A decisão de pronúncia determina que Camila e Antônio sejam submetidos ao julgamento popular, mas o Tribunal de Justiça do Amazonas ainda não estabeleceu a data para a sessão.

Enquanto aguarda a definição, a família de Geovana mantém a cobrança por uma resposta judicial. Para a mãe da vítima, a demora na marcação do julgamento prolonga a espera por justiça dois anos após a morte da filha.

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