19/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Gilmar espera que Trump não interfira nas eleições brasileiras

Publicado em 19 de agosto, 2026

Gilmar espera que Trump não interfira nas eleições brasileiras

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (19) esperar que os Estados Unidos não interfiram nas eleições brasileiras de outubro e disse que a solidez das instituições e a confiança no sistema eletrônico de votação dão segurança ao processo eleitoral.

A declaração foi dada durante a 4ª edição do Fórum Saúde, promovido pela Esfera Brasil e pela farmacêutica EMS, em Brasília, ao ser questionado sobre o risco de interferência norte-americana na disputa em meio ao aumento das tensões entre os dois países.

“Eu espero que não [tenha interferência]. Como vocês sabem, o Brasil tem uma democracia sólida. Um dos pilares de confiança é o sistema eletrônico de votação”, afirmou Gilmar.

O ministro destacou a rapidez da apuração das eleições brasileiras e afirmou que cabe à Justiça Eleitoral agir para afastar questionamentos sobre a segurança das urnas. Segundo ele, o funcionamento do sistema ao longo das últimas décadas consolidou a credibilidade do processo.

Eleições

“Vocês todos acompanham as eleições há mais de 20 anos com a fidelidade que se tem. Às cinco horas se encerram as sessões, às sete horas da noite nós já temos os resultados e continuamos tendo essa credibilidade. Acho que a Justiça Eleitoral deve zelar para evitar qualquer dúvida sobre a funcionalidade, o funcionamento e a segurança do nosso sistema e dar respostas adequadas”, disse.

A discussão sobre uma eventual interferência dos Estados Unidos ganhou força no fim de julho, quando o Itamaraty negou vistos a dois funcionários do governo Donald Trump que planejavam viajar ao Brasil.

Segundo reportagem do Washington Post, Riley Barnes, secretário-assistente para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado, e Samuel Samson, subsecretário-assistente, pretendiam contestar a confiabilidade das urnas e do sistema eleitoral brasileiro.

Questionado sobre a decisão brasileira, Gilmar diferenciou o episódio das missões internacionais formalmente credenciadas para acompanhar as eleições no país. O ministro lembrou que, quando presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), participou das negociações que permitiram à Organização dos Estados Americanos (OEA) atuar como observadora do processo eleitoral brasileiro.

TSE

“Eu mesmo, presidente do TSE, negociei com a OEA aquele status de observação eleitoral. E a OEA esteve nas eleições do Brasil e atesta a fidelidade do nosso sistema, a sua rigidez e a sua prontidão”, afirmou. Sobre o caso dos representantes norte-americanos, acrescentou que a controvérsia lhe parece “uma questão política diplomática”.

O TSE mantém missões internacionais de observação para as eleições de 2026, como a OEA, União Europeia, Parlasul, União Interamericana de Organismos Eleitorais (UNIORE), Liga dos Estados Árabes e uma rede de órgãos eleitorais de países de língua portuguesa. As missões atuam segundo regras da Justiça Eleitoral e não podem interferir na condução das eleições.

Além disso, a Corte também mantém diálogo com representantes diplomáticos dos Estados Unidos. Em 6 de agosto, uma equipe da embaixada norte-americana esteve no TSE para receber informações sobre o processo eleitoral, incluindo os mecanismos de segurança, transparência e auditoria das urnas.

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.