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O anúncio de um novo concurso público da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas (Seduc-AM) provocou reações positivas e críticas entre servidores e candidatos.
A seleção prevê 7.862 vagas para professores, pedagogos, equipes multiprofissionais e profissionais das áreas administrativa e operacional.
O concurso é aguardado desde 2018, quando ocorreu a última seleção para o quadro efetivo da Educação estadual.
Apesar da abertura das vagas, profissionais avaliam que o número anunciado pode não atender à atual demanda da rede.
Também há questionamentos sobre a ausência de informações claras relacionadas à Educação Especial e à Mediação Tecnológica.
A assistente técnica da Educação Cléia Branches afirma que a Seduc-AM enfrenta uma defasagem severa de pessoal.
Segundo ela, aposentadorias, exonerações e o crescimento do número de matrículas ampliaram as lacunas no quadro de servidores.
Os Processos Seletivos Simplificados e as convocações de cadastros de reserva não teriam sido suficientes para resolver o problema de forma permanente.
Cléia também chama atenção para as condições de trabalho das equipes multiprofissionais.
Psicólogos, assistentes sociais e nutricionistas precisam atender várias escolas e, em alguns casos, utilizam recursos próprios para pagar transporte e outras despesas.
“Essa é uma das necessidades fundamentais que o Estado precisa suprir”, afirmou.
Para a servidora, a valorização profissional não deve ficar restrita ao salário e ao cumprimento do piso nacional.
Ela defende investimentos em estrutura, logística e condições adequadas para a execução das atividades.
O professor da rede estadual Carlos Madureira avalia que será necessário observar como as vagas serão distribuídas entre as áreas de atuação.
Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ele destaca que foram anunciadas 5.174 vagas para professores do ensino regular.
O número representa 882 vagas a mais do que as 4.292 ofertadas no concurso de 2018.
Entretanto, segundo o professor, as informações divulgadas não mencionam vagas específicas para Mediação Tecnológica e Educação Especial.
Caso essas modalidades sejam incluídas no total anunciado, o número destinado ao ensino regular poderá ser reduzido.
Madureira também cita aposentadorias, exonerações e mortes de servidores durante os oito anos sem concurso.
“O quantitativo de vagas pode não suprir efetivamente a necessidade de professores do ensino regular”, declarou.
A psicóloga Maria Eduarda Santos considera positiva a inclusão de equipes multiprofissionais no concurso.
Ela destaca que esses profissionais têm papel importante no atendimento à saúde mental, na inclusão de estudantes e no apoio às famílias.
Apesar disso, Maria Eduarda esperava um número maior de vagas para psicólogos em Manaus.
“Ainda assim, considero positiva a abertura do concurso e espero que seja um passo importante para ampliar a presença de psicólogos na rede estadual”, afirmou.
Ela também defende que o edital e as demais etapas sejam conduzidos com rapidez e transparência.
A psicóloga espera que o anúncio represente um compromisso permanente com a educação pública, e não apenas uma medida ligada ao calendário eleitoral.
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