
Movimentação atinge 11,5 milhões de toneladas e supera desempenho das demais regiõese. (Foto: Divulgação)
A região Norte apresentou o maior crescimento portuário do país em janeiro de 2026, com alta de 42,1% na movimentação de cargas em comparação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram registradas 11,5 milhões de toneladas, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários.
O avanço foi impulsionado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 8,4 milhões de toneladas, com crescimento de 53,2%. Também houve aumento na movimentação de contêineres, que chegaram a 1,1 milhão de toneladas (+31,1%), e de granéis líquidos, com 1,4 milhão de toneladas (+8,7%).
Entre os produtos, soja e milho lideraram o desempenho. A soja alcançou 2,2 milhões de toneladas, com expressiva alta de 192,4%, enquanto o milho chegou a 2,6 milhões de toneladas, crescimento de 112,1%. Juntas, as duas commodities representam mais de 40% de toda a carga movimentada na região. A bauxita também se destacou, com 2,2 milhões de toneladas e crescimento de 21%.
Para o ministro Silvio Costa Filho, o resultado indica uma transformação na logística nacional, com maior diversificação das rotas de escoamento e ganhos de eficiência, especialmente pela proximidade com mercados internacionais.
O comércio exterior teve papel decisivo no resultado. As exportações cresceram 66,5% no período, enquanto as importações avançaram 4,6%. Na navegação de longo curso, a movimentação chegou a 4,6 milhões de toneladas (+43,9%), e a cabotagem movimentou 1 milhão de toneladas, alta de 17,2%.
O desempenho foi puxado tanto por portos públicos quanto por terminais privados. Entre os públicos, destacam-se Porto de Santarém e o Terminal de Vila do Conde, com cerca de 1,6 milhão de toneladas cada.
Já entre os terminais privados, tiveram papel relevante o Terminal Trombetas, o Terminal Graneleiro Hermasa e o Porto Chibatão, que apresentaram crescimento significativo e concentraram grande parte da movimentação.
No total, os terminais privados responderam por cerca de 7,7 milhões de toneladas — aproximadamente dois terços do volume da região — enquanto os portos públicos movimentaram 3,8 milhões de toneladas, com alta de 50,2%, reforçando a importância de ambos os modelos para a logística do Norte.