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O candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz (PSD) propõe ampliar a participação dos povos indígenas na economia a partir do fortalecimento da bioeconomia e das cadeias da sociobiodiversidade. As medidas fazem parte do Plano Estratégico de Desenvolvimento para 2027-2030 e incluem assistência técnica, acesso a crédito, beneficiamento da produção e abertura de mercados.
A proposta prevê identificar cadeias produtivas consideradas prioritárias em diferentes regiões do Estado e direcionar investimentos conforme as características e potencialidades de cada território. O objetivo é gerar trabalho e renda sem descaracterizar os modos tradicionais de produção e organização das comunidades.
“O primeiro passo é mapear cadeias produtivas prioritárias e, a partir disso, direcionar assistência técnica, crédito orientado e investimentos. O etnodesenvolvimento transforma vocações ancestrais em cadeias produtivas sustentáveis, gerando renda sem ferir a identidade”, afirma Omar.
Segundo o plano, a estruturação das cadeias da sociobiodiversidade deverá considerar a conservação ambiental, a viabilidade econômica das atividades e as formas próprias de organização produtiva, mediante consulta prévia às populações envolvidas.
Outra medida é a implantação de polos regionais para beneficiamento de produtos da sociobiodiversidade, permitindo agregar valor à produção antes da comercialização. O plano também prevê ampliar a presença de produtos de comunidades indígenas nas compras institucionais, com metas anuais e articulação com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
A estratégia busca criar demanda mais regular para a produção, reduzir a dependência de mercados informais e ampliar a parcela da renda que permanece nas próprias comunidades.
Além do eixo econômico, o plano propõe polos regionais permanentes para execução da política indigenista, com integração de ações de saúde, educação e assistência social. Também estão previstos protocolos específicos para atendimentos em áreas remotas, diante das dificuldades de deslocamento e logística existentes no Amazonas.
Na área de segurança alimentar e saneamento, as propostas incluem apoio a sistemas comunitários de abastecimento de água e incentivo à produção agrícola tradicional sustentável. As medidas têm como objetivo ampliar a autonomia alimentar e reduzir riscos sanitários, considerando as características culturais e ambientais dos territórios.
“Estabilidade institucional e protagonismo indígena não são objetivos opostos: juntos, formam a base de uma política pública legítima e duradoura. A política indigenista deixará de ser um conjunto de ações para se tornar um legado do Estado”, afirma Omar Aziz.
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