02/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Professora Maria apresenta plano para segurança pública dividido em quatro frentes

Publicado em 02 de setembro, 2026

Foto: Thiago Poncio/Assessoria

A candidata ao governo da coligação “Mudar é Urgente” – PL/Novo, Professora Maria, apresentou para o Amazonas um plano de segurança pública dividido em quatro frentes: combate ao crime organizado e ao financiamento das facções, redução da superlotação dos presídios, redistribuição do efetivo policial e proteção de mulheres, crianças e idosos.

“Nós somos a Tropa da Mudança e no nosso Governo bandido não terá vez, especialmente porque o plano para a área de segurança foi feito por quem entende, pelos melhores especialistas quando o assunto é o combate a bandidagem”, afirmou a Professora Maria, referindo-se às contribuições feitas pela chamada ‘bancada da bala do PL’, composta pelo deputado federal Capitão Alberto Neto, candidato ao Senado; vereadores Coronel Rosses e Sargento Salazar, candidatos à Câmara Federal; e o também vereador Capitão Carpê, que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas; além de técnico e especialistas de outros Estados.

O plano parte de um diagnóstico sobre as dificuldades de segurança no Amazonas, que tem 1,5 milhão de quilômetros quadrados, 62 municípios e áreas cujo acesso ocorre principalmente por rios ou por via aérea. O Estado também faz fronteira com Peru, Colômbia e Venezuela, países que produzem e integram rotas do tráfico de drogas na América do Sul.

Segundo dados apresentados no detalhamento das propostas, o efetivo das polícias Civil e Militar caiu de 11.571 para 10.281 profissionais em uma década. O plano também aponta a expansão da atuação de facções criminosas na Amazônia Legal, com participação no tráfico de drogas, no garimpo ilegal e na extração clandestina de madeira.

Gratificação permanente

Para enfrentar a falta de policiais na capital e no interior, além do chamamento dos aprovados em concurso que ainda estão em espera, a Professora Maria propõe reservar parte das vagas dos novos concursos da Polícia Militar e da Polícia Civil para municípios com déficit permanente de efetivo, como Parintins, Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira. A proposta prevê um período mínimo de permanência antes de uma eventual transferência para Manaus.

O plano da Professora Maria prevê ainda uma gratificação permanente para policiais que trabalharem em municípios de fronteira e localidades de difícil acesso. O valor seria definido de acordo com o grau de dificuldade de permanência em cada região e seria pago enquanto o profissional estivesse efetivamente lotado no local.

Outra medida é apoiar a criação de guardas municipais no interior, com capacitação e equipamentos. A proposta é que as guardas assumam atividades como trânsito e proteção patrimonial, permitindo que policiais militares e civis sejam direcionados para o combate ao crime.

Inteligência e combate ao crime organizado

Uma das propostas do plano de governo da Professora Maria é ampliar a cooperação com autoridades dos Estados Unidos para identificar pessoas, empresas e redes financeiras relacionadas ao PCC e ao Comando Vermelho.

A Professora Maria propõe utilizar informações sobre designações e sanções aplicadas pelos Estados Unidos como fonte adicional de inteligência. Esses dados seriam cruzados com bases estaduais para identificar empresas ligadas às facções e impedir, dentro da legislação brasileira, que recebam contratos públicos ou incentivos fiscais no Amazonas.

Outra medida é a instalação de uma base fluvial permanente no alto Rio Negro, no corredor entre São Gabriel da Cachoeira e Cucuí. A estrutura reuniria Polícia Militar, Polícia Civil e perícia, com apoio da Polícia Federal e do Exército.

O plano também prevê o cruzamento de dados do ICMS e da nota fiscal eletrônica com informações das polícias especializadas. O objetivo é identificar empresas de fachada utilizadas para lavagem de dinheiro.

Outra proposta envolve o comércio de ouro. O eventual governo da Professora Maria pretende cruzar dados da NF-e Ouro e de outras bases fiscais, em cooperação com a Receita Federal, com áreas de garimpo ilegal identificadas por imagens de satélite. A medida teria como objetivo gerar alertas para investigações sobre lavagem de dinheiro e financiamento do crime organizado.

Proteção às mulheres, crianças e idosos

Na área de proteção a grupos vulneráveis, a Professora Maria propõe levar unidades da Delegacia Especializada em Crimes contra as Mulheres para diversos bairros da capital e para municípios estratégicos do interior, descentralizando serviços e aumentando a presença do Estado em áreas vulneráveis, além de levar as “Salas Lilás” para todas as Delegacias Interativas do interior. Os espaços seriam destinados ao atendimento especializado de mulheres, crianças e idosos em situação de vulnerabilidade.

O plano também prevê uma unidade fluvial itinerante de atendimento à mulher. A estrutura percorreria os rios do Amazonas oferecendo serviços de delegacia, atendimento psicossocial e encaminhamento para medidas protetivas.

Para a população idosa, a proposta é ampliar o atendimento integrado às vítimas de violência para polos regionais do interior. O plano estabelece como referência as regiões do Alto Solimões, Médio Solimões, Rio Negro e Sul do Amazonas.

Na proteção de crianças, a candidata propõe a criação de um núcleo permanente da Polícia Civil nas áreas de garimpo do Sul do Estado. As unidades seriam instaladas em Humaitá, Lábrea e Manicoré, com atuação no corredor do Rio Madeira.

As medidas apresentadas concentram-se na presença policial em áreas de fronteira e municípios do interior, no uso de dados fiscais para investigação patrimonial, no controle das unidades prisionais e na ampliação do atendimento especializado a vítimas de violência.

Sistema prisional

Para reduzir a influência das facções dentro dos presídios, a Professora Maria propõe tornar automática a solicitação de transferência de líderes de organizações criminosas presos no Amazonas para unidades do Sistema Penitenciário Federal.
A proposta também prevê a retomada da parceria penitenciária para construção ou ampliação de vagas no sistema estadual. O plano cita a renegociação da parceria público-privada do Complexo Penitenciário do Amazonas, com metas obrigatórias de redução da superlotação e previsão de punições em caso de descumprimento.

Outra medida é ampliar o monitoramento eletrônico para presos provisórios considerados de baixo risco. A proposta contempla presos primários, sem histórico de violência e sem vínculo com facções, como forma de reduzir a quantidade de pessoas mantidas nas unidades prisionais enquanto aguardam julgamento.

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.