
Posts sobre urnas: Nunes Marques manda Eduardo Bolsonaro remover publicações
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Nunes Marques, determinou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro remova das suas redes sociais duas postagens que colocam em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (31).
O pedido ao TSE foi feito pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
Os posts de Eduardo foram feitos na rede social X, o antigo Twitter, no dia 17 de julho. Eles fazem referência a arquivos divulgados pelo governo dos Estados Unidos que tratam sobre fraudes que teriam ocorrido nas eleições venezuelanas de 2004 a 2020. “Pressão sobre a urna eletrônica brasileira deve aumentar”, diz Eduardo em uma publicação. Na outra, o ex-deputado faz a pergunta: “será que no Brasil as urnas eletrônicas são realmente invioláveis?”
Quatro dias depois, Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo e candidato à presidência da República pelo PL, afirmou que muitas das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras foram fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic. A declaração foi dada durante um evento realizado em Brasília. Na ocasião, estavam presentes representantes diplomáticos de mais de 40 países.
Na decisão, Nunes Marques esclareceu que a Smartmatic “jamais forneceu urnas eletrônicas destinadas às eleições brasileiras, nem participou da programação desses equipamentos”. De acordo com o ministro, a empresa venezuelana apenas treinou “profissionais responsáveis por prestar suporte técnico e operacional relacionado às urnas utilizadas no país”.
Ele também ressaltou que a companhia chegou a participar da licitação para determinar a fabricante das urnas para as eleições de 2020, mas foi derrotada pela concorrente Positivo.
Para justificar a remoção do conteúdo, Nunes Marques argumenta que “a associação entre a empresa Smartmatic e as urnas eletrônicas brasileiras constitui fato notoriamente inverídico”. O prazo estipulado pelo TSE foi de 24 horas. Até a finalização desta reportagem, as postagens ainda não haviam sido apagadas das redes sociais de Eduardo.
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