17/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Campanha reforça ações para prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais em Manaus

Publicado em 16 de julho, 2026

Foto: Dayse Bezerra/Semsa

Nesta quinta-feira, 16/7, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), promoveu a cerimônia de abertura da campanha “Julho Amarelo”, de combate às hepatites virais. A programação foi realizada na Unidade de Saúde da Família (USF) Megumo Kado, no bairro Educandos, zona Sul, onde a população teve acesso aos serviços da Unidade Móvel de Testagem, com oferta do teste rápido para hepatites B e C, HIV e sífilis.

A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador (Dvae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, destacou que a campanha acontece durante todo o mês de julho, em alusão ao Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, e tem como finalidade a intensificação de ações de conscientização, prevenção e controle da doença.

A enfermeira alertou ainda que, como não apresenta sintomas na maioria dos casos, as pessoas podem passar anos sem saber que estão com a doença e, sem obter o tratamento necessário, a infecção pode evoluir para a forma crônica, ocasionando complicações graves, como o desenvolvimento de câncer do fígado.

“As hepatites virais são infecções silenciosas e por isso um dos focos da campanha é a oferta da testagem rápida em 200 Unidades de Saúde da rede municipal para reforçar o diagnóstico precoce. Todas as pessoas devem realizar o teste rápido pelo menos uma vez ao ano”, orientou Marinélia Ferreira.

Infecções

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado, causadas pelos vírus A, B, C, D e E. No Brasil, as mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Em Manaus, houve o registro de 143 casos novos de hepatites virais entre janeiro e 10 de julho deste ano, com um caso por hepatite A, 83 pelo vírus tipo B, 52 do tipo C e 6 por hepatite D.

As hepatites B e C podem ser transmitidas por meio da prática sexual desprotegida, sem uso de preservativos; por contato com secreções; contato com sangue de pessoa já infectada por meio de objetos perfurocortantes, como agulhas, alicates, material para tatuagem e instrumentos de manicure; e de mãe para filho na gestação e parto, especialmente no caso da hepatite B.

De acordo com a chefe do Núcleo de Controle de HIV/AIDS, Infecção Sexualmente Transmissível (IST) e Hepatites Virais da Semsa, Thayná Saraiva, a rede municipal de saúde disponibiliza diferentes serviços para a prevenção, incluindo a oferta de preservativos internos (femininos) e externos (masculinos) de forma gratuita nas Unidades de Saúde, a vacina contra a hepatite B e vacina contra hepatite A.

“São ações executadas durante todo o ano, com a Semsa reforçando a oferta dos serviços no ‘Julho Amarelo’, incluindo o trabalho de educação em saúde. Este ano, também serão realizadas blitz educativas em consultórios odontológicos, até dia 31 de julho, orientando profissionais de saúde e a população para a importância das medidas de prevenção e os cuidados com a esterilização dos instrumentos”, informou Thayná Saraiva.

Imunização

Na rede municipal, as unidades de saúde ofertam a imunização contra a hepatite A, que é transmitida principalmente por contato oral-fecal, tendo relação direta ao consumo de água e alimentos contaminados, higiene pessoal e saneamento básico inadequados.

A gerente de imunização da Semsa, Isabel Hernandes, explica que a vacina contra o tipo A está disponível para as crianças aos 15 meses de vida, dentro do calendário infantil de imunização no Sistema Único de Saúde (SUS), e também para usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV).

“No caso da vacina contra hepatite B, a criança é imunizada ainda na maternidade, junto com a vacina BCG, dando sequência ao esquema vacinal aos dois, quatro e seis meses de vida. Além das crianças, é importante lembrar que a vacina contra hepatite B está disponível para pessoas de qualquer faixa etária nas Unidades de Saúde. É uma vacina que também protege contra o vírus da hepatite D, que depende da presença do vírus B para se multiplicar”, concluiu Isabel Hernandes.

Mesmo que na maioria das vezes seja uma infecção silenciosa, podem surgir sintomas como: tontura, enjoo, vômitos, cansaço, febre, mal-estar, fezes claras, urina escura, dor abdominal, pele e olhos amarelados.

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