18/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Após ação do MPF, Alibaba.com remove novos anúncios de mercúrio da plataforma

Publicado em 18 de maio, 2026

Após ação do MPF, Alibaba.com remove novos anúncios de mercúrio da plataforma

A plataforma Alibaba.com retirou do ar 12 novos anúncios de mercúrio metálico. A medida, efetivada em cinco dias úteis após notificação oficial, faz parte do monitoramento contínuo realizado pelo Ministério Público Federal (MPF) para combater o comércio ilegal da substância em ambientes digitais no âmbito do Projeto Rede Sem Mercúrio.

Além de desativar as ofertas, a plataforma cumpriu cláusulas do termo de compromisso firmado com o MPF em outubro de 2025 e encaminhou os dados cadastrais dos vendedores para fins de responsabilização. A empresa ainda aplicou sanções internas previstas em suas regras de uso, além de iniciar o processo de remoção definitiva de um dos vendedores do site.

Desde a assinatura do acordo, o MPF passou a monitorar continuamente as principais plataformas digitais que aderiram ao Projeto Rede Sem Mercúrio, com o objetivo de verificar o cumprimento das obrigações assumidas e detectar publicações remanescentes ou novas tentativas de venda.

Medidas do acordo

O acordo foi celebrado após negociação conduzida pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental – especializado no enfrentamento da mineração ilegal nos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia – e reconhece o mercúrio como produto controlado. Nesse contexto, o documento proíbe expressamente a comercialização da substância nos Termos e Condições de Uso e na Política de Listagem de Produtos da plataforma.

O acordo também prevê multa de até R$10 mil por anúncio em caso de descumprimento, com destinação dos valores ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

Termo

O termo de compromisso ainda estabeleceu o prazo de 72 horas para que a empresa forneça ao MPF os dados cadastrais dos vendedores responsáveis pelas publicações, possibilitando a responsabilização dos infratores.

Impacto socioambiental – O mercúrio metálico é o insumo central do garimpo ilegal de ouro na Amazônia, utilizado para separar o metal dos sedimentos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a substância está entre as dez mais perigosas para a saúde humana, contamina rios e peixes e atinge populações ribeirinhas e indígenas que dependem do pescado para subsistência. No Brasil, sua importação para mineração é proibida e configura crime de contrabando.

Procedimento Administrativo nº 1.13.000.000028/2026-81

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