
Bernardo Van Brussel Barroso seguiu orientação do pai, ministro do STF, para evitar riscos diante das sanções americanas. (Foto: Reprodução)
Após passar férias na Europa, Bernardo Van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, decidiu não retornar aos Estados Unidos, onde reside e atua como diretor do banco BTG Pactual em Miami.
A decisão foi tomada seguindo o conselho do próprio ministro Barroso, que alertou o filho sobre o risco de ser barrado na entrada dos EUA, em meio às sanções impostas pelo presidente Donald Trump contra ministros do STF e seus familiares.
Embora não haja notificação formal sobre a suspensão dos vistos, fontes ligadas ao tribunal confirmaram que, por precaução, Bernardo optou por permanecer no Brasil, onde passou a trabalhar remotamente. Ele viajou para a Europa antes do anúncio das sanções, em 18 de julho, e, após o alerta do pai, preferiu evitar complicações.
O ministro Barroso tem se mostrado preocupado com a escalada do conflito diplomático, chegando a cogitar sua saída do Supremo após entregar a presidência ao ministro Edson Fachin em setembro. Enquanto isso, outro ministro da Corte, Alexandre de Moraes, mantém uma postura mais otimista e minimiza os impactos das sanções em seu dia a dia.
Com uma relação estreita com os Estados Unidos, Barroso colabora com a Harvard Kennedy School e costuma visitar o país ao menos duas vezes por ano. No entanto, sente-se prejudicado “por tabela” pelas medidas americanas, que, apesar de não afetarem diretamente seus direitos, criam um ambiente hostil sem possibilidade imediata de reversão.
A situação reforça a tensão crescente entre os poderes brasileiros e o governo dos EUA, e a cautela adotada pelo filho do ministro reflete os desdobramentos dessa crise internacional.
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