
Governo prepara resposta ao impacto da nova tarifa dos EUA. (Foto: Reprodução)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu aval para a implementação de medidas do plano de contingência elaborado pelo Ministério da Fazenda como resposta à taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. A decisão foi confirmada após reunião com a equipe econômica, e as primeiras notas técnicas já estão sendo preparadas para viabilizar a execução das ações.
As medidas visam mitigar os efeitos do chamado “tarifaço” sobre os setores mais afetados, com foco especial nos pequenos empresários e trabalhadores que dependem do mercado americano. Segundo fontes do governo, entre as propostas em análise estão linhas de crédito facilitado, mecanismos de proteção ao emprego e até compras públicas de produtos alimentícios brasileiros que perderão competitividade com a nova alíquota.
A taxação entrou em vigor na última quarta-feira (6) e, segundo levantamento preliminar do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), atinge cerca de 35,9% das exportações nacionais para os Estados Unidos. Ainda assim, aproximadamente 700 produtos foram excluídos da cobrança, entre eles itens estratégicos como aviões, petróleo, celulose, suco de laranja e minério de ferro.
De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o plano emergencial visa atender especialmente pequenos negócios, que terão maior dificuldade de redirecionar sua produção para outros mercados. “As grandes empresas conseguem se adaptar com mais rapidez. Os pequenos é que ficam vulneráveis”, afirmou Haddad.
A expectativa do governo é iniciar a implementação das primeiras ações ainda em agosto. As medidas também visam evitar demissões e garantir a sobrevivência de cadeias produtivas regionais que dependem fortemente das exportações para os Estados Unidos.