
Aliados afirmam que ex-presidente considera eventual prisão injusta e promete enfrentar julgamento até o fim. (Foto: Reprodução)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou a aliados que não pretende deixar o Brasil mesmo que seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nas ações que apuram sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado. Segundo interlocutores próximos, o ex-chefe do Executivo considera a possibilidade de prisão injusta, mas garante que irá enfrentar o processo até o fim.
A manifestação ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar, nesta segunda-feira (14), o pedido formal de condenação de Bolsonaro e mais sete acusados, apontando o ex-presidente como líder da articulação golpista que visava reverter o resultado das eleições de 2022. O julgamento deve começar em setembro.
Nos bastidores do STF, havia especulações de que Bolsonaro pudesse recorrer à fuga para embaixadas estrangeiras, como a dos Estados Unidos, para evitar uma eventual ordem de prisão. A hipótese, no entanto, foi descartada por seus aliados, que relatam sua irritação ao ser questionado sobre a possibilidade de deixar o país.
Em declaração nesta terça-feira (15), o senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o pedido da PGR já era esperado e classificou o processo como uma perseguição política. “Tem como única finalidade defenestrar Bolsonaro”, disse.
Mourão também criticou o envolvimento de militares no processo, alegando que muitos já estavam na reserva e, portanto, sem comando direto sobre as Forças Armadas. “Sem nenhuma evidência prática, jogam no pacote chefes militares que não tinham poder sobre os da ativa”, completou.
A defesa do ex-presidente ainda não se pronunciou oficialmente após o pedido de condenação da PGR. O STF aguarda a apresentação das alegações finais de todos os réus para marcar o início do julgamento.
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