19/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Em Jutaí, Ministério Público recomenda melhorias no transporte escolar fluvial

Publicado em 03 de maio, 2025

Foto: Divulgação

Em Jutaí, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da promotoria de Justiça local, expediu recomendação para que a prefeitura, a Secretaria Municipal de Educação e Desporto e a Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc) adotem providências para garantir a segurança e a adequação do transporte escolar fluvial no município.

A medida é assinada pelo promotor de Justiça Matheus de Oliveira Santana, no âmbito do inquérito civil nº 160.2019.000066, instaurado para apurar irregularidades na prestação do serviço.

De acordo com a recomendação, os órgãos têm o prazo máximo de 60 dias para providenciar embarcações seguras e cobertas, adequadas ao transporte de alunos da rede pública, além da aquisição e disponibilização de coletes salva-vidas compatíveis com o peso e a idade dos estudantes e monitores. O conteúdo também prevê a realização de treinamentos contínuos com condutores e monitores, com foco em práticas de navegação segura e em procedimentos de emergência.

“Foram identificadas fragilidades estruturais nas embarcações utilizadas e ausência de equipamentos de proteção adequados, o que coloca em risco a integridade física dos estudantes e dos profissionais que os acompanham diariamente até as unidades de ensino”, destacou o promotor Matheus de Oliveira Santana.

Ainda segundo o promotor, o principal objetivo é assegurar que tanto o município quanto o Estado adotem medidas concretas para corrigir essas falhas, como a substituição das embarcações precárias, a entrega de coletes adequados e a capacitação dos condutores. “O acesso à educação não pode ser dissociado do direito à segurança, e cabe ao poder público zelar pela vida e pelo bem-estar dos estudantes que dependem desse serviço essencial”, complementou.

Os órgãos responsáveis devem informar, no prazo de 30 dias, as providências já adotadas e apresentar um cronograma de ações. O não cumprimento da recomendação poderá resultar em medidas judiciais, como o ajuizamento de Ação Civil Pública (ACP), além da apuração de responsabilidade dos gestores públicos envolvidos.

Veja mais notícias em sem categoria

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.