05/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Deputada pede criação do serviço de acolhimento emergencial em saúde mental no AM

Publicado em 19 de setembro, 2023

Deputada pede criação do serviço de acolhimento emergencial em saúde mental no AM

Foto: Divulgação

O Requerimento nº 4341/2023, de autoria da deputada estadual Dra. Mayara Pinheiro Reis (Republicanos), sugeriu ao Governador do Estado, Wilson Lima, a criação do programa de prevenção de violências autoprovocadas ou autoinfligidas e institui o serviço de acolhimento emergencial em saúde mental no Amazonas.

Para a parlamentar, o alarmante aumento de números de suicídios no mundo, torna cada vez mais evidente a necessidade de atender a pauta de forma urgente para atender as demandas psicossociais.

“Não tem como ver o aumento no número de casos de suicídio no Amazonas e ficar inerte, principalmente, sabendo que o problema afeta, em sua maioria, pessoas que enfrentam dificuldades econômicas, psicológicas, desemprego e tem a saúde mental fragilizada. Meu apelo ao governador do estado é uma forma de levar o socorro à população, que se encontra em situação de vulnerabilidade em vários aspectos”, explica a autora do requerimento.

O documento enviado por Mayara ao Executivo Estadual, apresenta o anteprojeto de lei que visa combater o suicídio por meio de um programa de prevenção de violências autoprovocadas ou autoinfligidas e por meio de serviço de acolhimento emergencial em saúde mental.

Para Dra. Mayara, o acolhimento profissional é essencial durante o processo, já que, na maioria dos casos , pessoas próximas não conseguem identificar ou lidar com a situação.

“O acolhimento é fundamental para que tragédias sejam evitadas. São inúmeros casos de adolescentes e jovens se mutilando ou cometendo suicídio, além de relatos de crianças diagnosticadas com depressão e ansiedade cada vez mais cedo e, em alguns casos, a família ou amigos não conseguem identificar o problema para poder ajudar. Com a implementação desse programa será possível identificar e amparar esse paciente de forma preventiva, assim como ajudar aqueles que estiverem em estágio mais crítico ou avançado”, enfatizou a deputada.

De acordo com o requerimento, a prevenção da violência autoprovocada observará os princípios da dignidade humana, proximidade, ações de sensibilização dos agentes, informação, sustentabilidade, perspectiva multiprofissional na abordagem com atendimento e escuta multidisciplinar, discrição no tratamento dos casos de urgência, integração de ações e institucionalização dos programas.

O texto considera como violências autoprovocadas: o suicídio, a violência fatal autoinfligida, a tentativa de suicídio, as autolesões, com ou sem a intenção de suicídio, a ideação suicida e o pensamento recorrente de suicídio. A prevenção dessas violências será desdobrada em programas de prevenção primária, secundária e terciária.

A norma proposta, também prevê a celebração de convênios entre o Executivo Estadual e instituições do sistema público de saúde, bem como universidades públicas e particulares.

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