
O ex-policial J. Alexander Kueng. Foto: Divulgação
O ex-policial J. Alexander Kueng, de Minneapolis, EUA, acusado de participar do assassinato de George Floyd, declarou-se culpado nesta segunda-feira (24), pouco antes do início de seu julgamento. Ele admitiu sua cumplicidade no crime de homicídio.
Kueng estava entre os três policiais que assistiram a Derek Chauvin, colega policial branco, matar George Floyd, um homem negro de 46 anos algemado, ao pressionar por mais de nove minutos o joelho contra o pescoço da vítima, no dia 25 de maio de 2020. Floyd havia sido detido acusado de usar uma nota falsa de US$ 20 para comprar cigarros em um supermercado.
Os promotores disseram que essa contravenção poderia ter sido tratada com uma intimação para comparecer ao tribunal, em vez de uma prisão.
A morte de Floyd gerou protestos contra o racismo e a brutalidade policial em muitas cidades dos Estados Unidos e ao redor do mundo.

Kueng estava entre os três policiais que assistiram a Derek Chauvin, colega policial branco, matar George Floyd, um homem negro de 46 anos. Fotos: Divulgação
Outros dois policiais também foram acusados de ter participado do crime. Thomas Lane, por ter ajudado, e Tou Thao, responsável por afastar os transeuntes que assistiram ao homicídio. Lane, Thao e Chauvin foram condenados em cortes federais em julho, acusados de privarem a vítima de seus direitos civis – ao negarem assistência médica -, e condenados com penas de dois anos e meio a três anos e meio.
Chauvin foi quem recebeu a sentença mais severa. Réu confesso, ele assumiu a culpa pelo homicídio em processos que tramitavam na Justiça federal e hoje cumpre pena de 21 anos no âmbito desse caso. Na esfera estadual, também foi condenado, sentenciado a 22 anos e meio de prisão. Ele havia sido detido em 2020, dias depois do crime, mas deixou a cadeia após pagar fiança de US$ 1 milhão (R$ 5,2 mi). Pouco depois, voltou à prisão para responder ao processo.
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